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Inpa e Fapeam estudam bactéria amazônica que mata as larvas do mosquito da dengue

O microorganismo é tóxico e impede que os mosquitos cheguem à fase adulta

A pesquisa pode ter descoberto uma nova espécie de “Bacillus”

O Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), desenvolveu um estudo que mostra a eficácia da bactéria amazônica “Bacillus spp” no controle do mosquito transmissor da dengue e da malária. Segundo os cientistas, essa bactéria produz substâncias altamente tóxicas para as larvas dos mosquitos Aedes aegypti e Anopheles darlingi, vetores da Dengue e da Malária, respectivamente.
O estudo mostra que as substâncias produzidas pela bactéria (extratos metabólicos) elimina as larvas ainda em processo de evolução. O índice é de 100% de toxicidade contra larvas do Aedes aegypti.
Futuramente a pesquisa intitulada “Estudo da caracterização bioinseticida de Bacillus spp. isolados de ambientes amazônicos para o controle de Aedes aegypti e Anopheles darlingi, vetores da Dengue e da Malária”, realizará testagens para verificar a eficácia dos Bacillus spp. também para o Anopheles, transmissor da malária, em condições de semi campo.
Segundo o coordenador do estudo, o doutor em Biotecnologia, Ricardo Katak, as linhagens de bactérias da espécie Bacillus spp., isoladas de diferentes ambientes amazônicos, apresentam potencial tóxico para controlar populações do Aedes aegypti em testes realizados no laboratório.
Ainda de acordo com o pesquisador, os resultados obtidos pela pesquisa revelaram a possibilidade da descoberta de uma nova espécie de Bacillus, após a realização da caracterização genômica, ou seja, do monitoramento e sequenciamento genético destas bactérias.

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