Ibama e Polícia Federal destroem 13 balsas de garimpo no Amazonas

Borba, Manicoré e Novo Aripuanã, no rio Madeira, foram alvo da operação

Em Maués, no rio Abacaxis, prejuízo ambiental é de mais de R$ 400 milhões

O Ibama e a Polícia Federal informaram nesta sexta-feira (21) que durante todo o dia de ontem realizaram a Operação Cayaripelos, em três municípios da calha do rio Madeira, no Amazonas, com a destruição de 13 balsas de garimpo ilegal.
Em Borba, Manicoré e Novo Aripuanã foram aplicadas multas totais no valor de R$ 5,2 milhões e, com a destruição do equipamento, o prejuízo para os garimpeiros ilegais pode chegar a mais de R$ 10 milhões.
Segundo o Ibama, neste local um dos envolvidos com o garimpo confessou que fatura mais de R$ 50 milhões por ano, na mineração ilegal no Madeira.

Em Maués

Na região do rio Abacaxis, no sul do município de Maués, a Polícia Federal voltou a cumprir mandados de prisão temporária e ordens judiciais de busca e apreensão – também em Manaus e em Nova Olinda do Norte. Segundo a PF, foi determinada a destruição do garimpo ilegal e também o bloqueio de bens e valores das pessoas físicas e jurídicas investigadas, tal como o sequestro de bens móveis e imóveis que, eventualmente, estejam em sua posse.
As investigações tiveram início através de denúncias de moradores de poluição das águas e morte de peixes e demais animais que servem de alimentação para comunidade local.

Os equipamentos do garimpo flutuante foram destruídos por explosões e fogo (Foto: Ibama)

Esquema sofisticado

Segundo a PF, as investigações apontaram “um sofisticado esquema de lavagem de capitais” com o uso de Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs) sem nenhuma ou com pouca intervenção humana, atividade conhecida como esquentamento do ouro.
Conforme análise de laudo pericial, o garimpo em questão se utiliza de cianeto, material altamente tóxico, e o dano ambiental configurado já ultrapassa a cifra de R$ 429.620.980,27, considerando o dano ambiental e o ouro extraído.

Crimes

Nessa operação, a PF identificou crime de usurpação de bem público da União, crime ambiental de extração de bem mineral sem autorização do órgão responsável, crime ambiental de utilização de substância perigosa ou nociva à saúde ou meio ambiente (mercúrio/cianeto), associação criminosa armada, lavagem de capitais e submeter alguém a trabalho escravo ou a condição análoga.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *