Ibam é selecionado para reconstruir florestas no Amazonas

Unidades de conservação e terras indígenas serão prioritárias

Governo Lula quer restaurar 24 milhões de hectares na Amazônia

Fábio Rodrigues
Especial para o ÚNICO

Brasília (ÚNICO) – O Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam) foi a instituição selecionada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para desenvolver projetos de recuperação da floresta em áreas degradadas do Amazonas.

O edital Restaura Amazônia teve três instituições selecionadas para atuar em áreas diferentes da região amazônica: o Ibam vai atender o Amazonas, Acre e Rondônia; a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), atuará no Tocantins e em Mato Grosso e a CI Brasil, trabalhará no Pará e no Maranhão. O resultado foi divulgado ontem pelo BNDES.

Recursos de R$ 450 milhões

Com recursos de R$ 450 milhões do Fundo Amazônia, essas instituições passam a ser “parceiras gestoras” do BNDES na execução dos projetos de recuperação de grandes áreas devastadas.

Caberá aos parceiros contratar os executores selecionados nos territórios e acompanhar a prestação de contas da execução dos projetos, incluindo visitas presenciais aos territórios.

Áreas prioritárias

Nas três microrregiões, o Arco da Restauração vai apoiar prioritariamente projetos de recuperação ecológica e produtiva dirigidos a unidades de conservação, terras indígenas e territórios de povos e comunidades tradicionais, áreas de preservação permanente (APP) e de reserva legal de assentamentos ou pequenas propriedades, além de corredores ecológicos, bacias hidrográficas e de áreas públicas não destinadas. O objetivo é restaurar 24 milhões de hectares na Amazônia até 2050.

”Ambicioso e necessário”

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o projeto é ambicioso e necessário. “Sabemos que só a existência da floresta já garante que a temperatura da Terra esteja 1°C mais fria. O governo do presidente Lula está enfrentando fortemente o desmatamento e vai além. Vamos reconstruir a floresta, transformando o Arco do Desmatamento no Arco de Restauração da Amazônia. Temos tecnologia, capacidade de mobilização e vontade política”, afirmou.

“O desafio não é só reduzir emissões. Temos que começar a capturar carbono. A única garantia que temos de capturar carbono com a escala que a urgência climática exige é com restauro florestal”, completou a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello.


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