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Mexeu com ela, “O pau canta”: Que sirva de alerta para a bancada do Amazonas

Por: Ademir Ramos

Professor, antropólogo, coordenador do projeto jaraqui, do NCPAM/UFAM vinculado ao Dpto. de Ciências Sociais.

GRUPO SIMÕES INVESTE MAIS DE 500 MILHÕES NA OBRA DO TERMINAL PORTUÁRIO DO NOVO REMANSO

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De acordo com o EIA-RIMA, Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental, protocolado junto ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), o Grupo Simões, representado pela empresa Terminal Portuário Novo Remanso S/A deve investir mais de R$ 500 milhões para construção do Terminal Portuário Novo Remanso (TPNR) no município de Itacoatiara, no Amazonas, região metropolitana de Manaus.

O licenciamento da instalação do TPNR autorizado pelo IPAAM data de 16 de junho de 2020, com prazo de validade por três anos. Mas, pelo volume de trabalho registrado na área é possível que até junho de 2023 o empreendimento já esteja em funcionamento.

Quanto à finalidade do empreendimento, o governo do Amazonas através do IPAAM declara que se trata de um Terminal de Granéis Líquidos (TGL), com utilização de Píer exclusivo com Porto Fluvial de carga e descarga com armazenamento de gasolina, diesel, álcool hidrato, entre outros, numa área de 21.17ha, localizada à margem esquerda do Rio Amazonas na comunidade do Novo Remanso. O risco ou a “potencia” segundo o IPAAM é “Poluidor/ Degradador: Grande”, é o que consta na Licença.

Com a implantação do empreendimento o Grupo Simões, segundo consta no EIA-RIMA, objetiva atender as demandas crescentes do transporte fluvial no principal corredor hidroviário brasileiro, no caso a hidrovia Amazonas-Solimões, servindo de alternativa para cargas que têm como origem ou destino diferentes pontos da região da Amazônia Ocidental.

Com a conclusão das obras do terminal, os comunitários do Distrito do Novo Remanso, reconhecido pela cultura do Abacaxi, estão se mobilizando junto às lideranças políticas, sociais e religiosas do município e do estado para discutir e definir estratégias de controle social quanto à efetivação das ações mitigadores no formato de projetos e programas estruturantes que sejam centrados nas instituições de formação como Sistema S ou no Centro de Educação Tecnológica do Amazonas e a própria Universidade Estadual do Amazonas, bem como também as organizações comunitárias, associações e sindicatos, contanto que o Grupo Simões se comprometa com a promoção do desenvolvimento das competências e habilidades das mulheres e homens das comunidades do Novo Remanso e do seu entorno focados no exercício do trabalhos do segmento portuário. Dizem que desafio é grande, mas, acreditam que são capazes de fazer acontecer.


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