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BBB e o Congresso Nacional

Por: Ademir Ramos

Professor, antropólogo, coordenador do projeto jaraqui, do NCPAM/UFAM vinculado ao Dpto. de Ciências Sociais.

Governo Lula diz não a militarização da educação no Brasil

Educação militar

Não adianta vim com lero-lero. A escola pública não tem por objetivo formar soldado e nem tampouco combater o crime organizado. No Estado Democrático de Direito a educação escolar pauta-se na formação da cidadania e na qualificação para o trabalho sob o império da liberdade e da justiça.

O governo Bolsonaro fez de tudo para implodir o Ministério da Educação. Iniciou sua guerra tentando transferir da esplanada do Ministério o totem do professor Paulo Freire, patrono da educação nacional. Só que até a sua derrocada final, não apresentou ninguém com estatura moral e intelectual do nosso Patrono e nem tampouco da grandeza de Darcy Ribeiro, Maria Victoria Benevides, Nise da Silveiras, Florestan Fernandes, entre outros educadores democráticos defensores da Escola Pública de qualidade.

Não satisfeito, partiu para ignorância, ordenando a criação de um Programa Nacional Cívico-Militar (Pecim), que por força do Decreto nº 10.004/2019 tinha por finalidade promover a melhoria da educação básica com vistas a alcançar uma gestão escolar de excelência nas áreas educacional, didático-pedagógica e administrativa, baseada nos padrões de ensino adotados pelos colégios militares do Exército Brasileiro, das polícias militares e dos corpos de bombeiros militares, com apoio do Ministério da Defesa, sendo feito em colaboração com os governos subnacionais que marchavam ou marcham ainda com a extrema direita bolsonarista.

A bem da verdade, o governo do Amazonas muito antes de Bolsonaro ser eleito já bancava tal modelo de Escola cívico-militar – Da ordem unida – sob protestos do movimento dos trabalhadores da educação do estado.

Com o fim do entulho autoritário, revogado o decreto que dava legalidade ao Programa das Escolas Cívico-Militares, o governo Lula, através do ministro da educação Camilo Santana, destacou a importância da aprovação de um outro Programa que beneficiará crianças e jovens desde a creche até o ensino médio. Trata-se da “Escola em tempo integral, que não é só para aumentar a carga horária, mas acolher bem as pessoas, os alunos. É para dar oportunidade e valorizar o professor”. O Ministro destacou a aprovação no Congresso Nacional como uma vitória importante para a Educação brasileira.

E para celebrar as novas perspectivas das políticas educacionais, o presidente Lula participou na quinta-feira (13), em Brasília, do 59º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), lembrando as lideranças estudantis que hoje vivemos sem medo e terror do “fascismo e o nazismo” que vocês conheceram há quatro anos atrás.

Lula concluiu sua fala aos estudantes com a seguinte mensagem: “Espero que a gente tenha aprendido a lição, que a democracia pode não ser a coisa mais perfeita que a humanidade criou, mas não tem nada que nem ela”, que sirva de lição para todos.


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