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Por: Robério Braga

Membro da Academia Amazonense de Letras (AAL), advogado e ex-secretário de Cultura do Amazonas

Governantes do Amazonas: curiosidades

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Lendo as crônicas de André Jobim ocorreu-me a ideia de registrar algumas curiosidades sobre os governantes do Amazonas as quais, por certo, não são do conhecimento da maioria dos leitores que me conferem a honra de acompanhar esses escritos, alguns deles há mais de cinquenta anos. 

No período republicano, alguns indicadores são de grande instabilidade política, com o poder submetido aos coronéis e chefes de partidos ou proprietários de terras e exportadores, ou a forças partidárias federais. 

Teve governo que se autodefiniu “por aclamação popular” como a junta governativa (1889); por nomeação em períodos constitucionais e de exceção; por eleição direta e indireta; interventores federais; de vices interinos e de sucessores; de presidentes do Poder Legislativo; de presidentes do Tribunal de Justiça por sucessão constitucional.

Houve militares do Exército e da Marinha, médicos, advogados, padres, professores, engenheiros, jornalistas, funcionário público, magistrados, ministro de tribunal superior, comerciante e apenas uma mulher: interinamente, a deputada Elizabeth Azize, como presidente da Assembleia Legislativa no governo Paulo Nery (1982-1983).

Interinidades numerosas, sem tradição na política, curta temporada, influência nacional, designação federal. Há uma renúncia, dita como fraudada: a de Fileto Pires (1898). Há deposições (Thaumaturgo de Azevedo (1892), Rego Monteiro (1924), Dorval Porto (1930) Plínio Coelho (1964); afastamento temporário (Antônio Bittencourt, 1910 e 1912); demissão de Álvaro Maia (1931); cassação de mandato de José Melo (2014).

O mais jovem governador eleito foi Fileto Pires com 30 anos, 3 meses e 7 dias. Houve governo de 22 horas (Hormisdas Albuquerque, 1924) o mesmo que saiu da prisão para o Palácio e deste para o presídio. Um dos governantes assumiu a bordo do vapor “Poconé”: Raimundo Barbosa (1924). O mais longevo foi Álvaro Maia, (1930, 1935- 1945, 1951-1954).

Governaram três vezes: Álvaro Maia, Eduardo Ribeiro e Gilberto Mestrinho. Duas vezes: Plinio Coelho, Eduardo Braga, Omar Aziz e José Melo. Amazonino Mendes foi o único a governar 4 vezes.   

Uma só família teve o privilégio de ter 4 governadores: Silvério Nery, Constantino Nery, Júlio Nery e Paulo Nery.

  Evidentemente que há outras curiosidades a serem contadas pelos pesquisadores mais curiosos, mas estas agora apresentadas servem para divertir os apostadores de botequim e contadores de anedotas políticas que costumam aumentar as estórias e desfazer ou ampliar algumas notícias falsas, inclusive sobre aquele que teria sido o cidadão mais novo a assumir a chefia do Poder Executivo amazonense.


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