PRIMEIRA MÃO

Governador Wilson lima insiste em não contratar leitos do HUGV e da Beneficente

Governador Wilson Lima
Dezenas de mortes por Coronavírus no Amazonas poderiam ter sido evitadas com a contratação de leitos de UTI e clínicos do Hospital Universitário Getúlio Vargas, da Beneficente Portuguesa e de 200 leitos prontos no Delphina Aziz que não foram ativados pelo Estado.

🔻 São mais de 300 leitos disponíveis segundo o Ministério Público

🔻 Justiça determinou a contratação, mas governador insiste somente no hospital Nilton Lins

🔻 Existem mais de 200 leitos desativados no Delphina Aziz

🔻 Documento da Assembleia que pede intervenção federal na Saúde do Amazonas será entregue a Bolsonaro

Dezenas de mortes por Coronavírus no Amazonas poderiam ter sido evitadas com a contratação de leitos de UTI e clínicos do Hospital Universitário Getúlio Vargas, da Beneficente Portuguesa e de 200 leitos prontos no Delphina Aziz que não foram ativados pelo Estado. Só no HUGV são 30 leitos de UTI e apenas oito estão ocupados. (veja o vídeo) Na Beneficente Portuguesa mais outras dezenas de leitos clínicos. São mais 300 leitos disponíveis na cidade na rede SUS ignorados pelo Estado e que poderiam estar salvando vidas. A Justiça já determinou que o Estado contrate esses leitos, mas até a manhã de hoje (21)o Governo insistia em não cumprir a decisão judicial.

✅ Hospital da Nilton Lins

Wilson Lima preferiu alugar por R$ 2,6 milhões a estrutura desativada do hospital da Nilton Lins que foi inaugurado sem que nenhum dos leitos de UTIs prometidos estivesse pronto para receber pacientes graves. O taxista Geovane Reis, de 53 anos, teve atendimento negado no hospital da Nilton Lins na manhã de domingo (19/4) e morreu sem ser atendido, justamente porque a UTI estava incompleta e não tinha condições de receber pacientes em estado grave.

✅ Cerco se fecha

A aprovação pelos deputados estaduais do pedido de intervenção federal na saúde pública do Amazonas foi uma demonstração de que o governador Wilson Lima está ficando isolado. Não tem apoio popular, não tem mais o rolo compressor na Aleam e vem perdendo todas ações na Justiça. Na segunda-feira (20/4), o Tribunal de Justiça (TJAM), o TCE, a Aleam, os ministérios públicos Federal e Estadual criaram um comitê inédito para acompanhar as ações e medidas adotadas pelo poder público para combater o coronavírus no Amazonas.

✅ Josué destaca ação

O presidente da assembleia, Josué Neto, disse que muitas alternativas de combate ao coronavírus foram encaminhadas pelo parlamento ao governo, que ignorou todas. “Estamos preocupados em salvar vidas”, disse o deputado.

✅ Medidas mais duras

O prefeito Arthur Neto anunciou que vai editar um decreto, “antipático mas necessário”, determinando que só tenha acesso aos ônibus, quem estiver usando máscaras.

✅ Controle rigoroso

O momento exige atuações institucionais inéditas e controle rigoroso das ações, diz a nota assinada pelos presidentes do TJAM, desembargador Yedo Simões, do TCE, Mário de Mello, da Aleam, Josué Neto, além da procuradora-geral de Justiça, Leda Mara, e do procurador-chefe da Procuradoria da República no Amazonas, Thiago Corrêa.

✅ Recado foi dado por Mourão

A vinda do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, a Manaus foi um recado do presidente Bolsonaro de que está acompanhando de perto a crise sanitária no Amazonas e com a falta de gestão no combate à pandemia de Covid-19. Mourão ouviu muito, anotou tudo e não deu sequer uma palavra. O recado foi dado.

✅ Impeachment do governador

Se o Governo Federal decidir por não intervir na saúde do Amazonas, por ser uma decisão extremada, que fecharia a pauta de votação no Congresso Nacional, há um movimento que articula o impeachment do governador Wilson Lima e do vice, Carlos Almeida. O argumento é que eles perderam a condição de comandar as ações de combate ao Coronavírus.

✅ Destaque vergonhoso

O colapso do sistema de saúde do Amazonas e as cenas dantescas nos hospitais, SPAs e cemitérios de Manaus são expostos diariamente na mídia nacional e desde ontem passaram a ser destaque também na mídia internacional com reportagens no New York Times, Washington Post e Associated Press. A médio prazo e longo prazo é péssimo para o turismo na região.


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