Governador assina 4 decretos sobre a seca

Dois criam comitês e outros dois decretam emergência

Três calhas de rio entram em situação de emergência

Solange Elias
Da redação do ÚNICO

O governador Wilson Lima anunciou nesta sexta-feira (5), a assinatura de quatro decretos referentes a iniciativas adotadas pela administração estadual para reduzir os efeitos da grave seca prevista para este ano, nos rios do Amazonas.

“O verão do ano passado praticamente emendou com o verão deste ano. A quantidade de chuva não foi suficiente para encher os rios. Já temos situações bem difíceis em algumas calhas”, justificou Lima.

Primeiro decreto

O primeiro decreto cria o Comitê de Enfrentamento à Estiagem e Mudanças Climáticas, formado por órgãos e instituições que operam em atendimento prático e emergencial das ocorrências climáticas, como a Defesa Civil, a Casa Militar, secretarias de Assistência Social, Cosama etc. “São 28 representantes de secretarias da administração direta e indireta que vão garantir serviços essenciais para ajudar a população”, disse Wilson.

Segundo decreto

O segundo decreto instituiu um Comitê Técnico da Estiagem, formado por 10 especialistas em recursos hídricos, bioma amazônico, geologia, etc. São pesquisadores e cientistas de órgãos como a UEA e a Fapeam, por exemplo. “Esse comitê vai orientar as ações do Comitê de Enfrentamento, do ponto de vista da ciência”, explicou.

Terceiro decreto

“O terceiro decreto é de situação de emergência ambiental no âmbito do desmatamento e queimadas”, adiantou Wilson Lima. Esse decreto é válido para 22 municípios localizados no sul do Amazonas e na região metropolitana de Manaus, onde foram registradas 96% das queimadas até o momento.

Quarto decreto

O último documento define “Situação de Emergência da Seca” na calha do Alto Solimões, calha do rio Juruá e calha do rio Purus.

No Alto Solimões são 7 municípios em situação de emergência (Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Tabatinga, São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antônio do Içá, Tonantins, Fonte Boa, Jutaí e Amaturá), no Juruá mais sete (Guajará, Ipixuna, Envira, Itamarati, Eirunepé, Carauari e Juruá) e na calha do Purus, seis cidades: Pauini, Lábrea, Envira, Ipixuna, Pauini e Canutama.

Segundo Wilson Lima, este decreto não é uma antecipação ou prevenção de situações extremas da seca. “Essas calhas já estão enfrentando situações de emergência. Todas estão abaixo do nível esperado”, assegurou. “Os rios do Acre, que alimentam o Purus e o Juruá, já decretaram emergência”, disse ele.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *