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Galo custa mais de 250 mil

Por: Juscelino Taketomi

Jornalista, há 28 anos servidor da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam)

Galo custa mais de 250 mil

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A luta contra as rinhas no Amazonas

Em forte discurso na Assembleia Legislativa no Amazonas, na manhã deste terça-feira (6), a deputada Joana Darc (UB) parabenizou a Polícia Militar do Amazonas e o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAMB) por desbaratarem uma rinha nacional de galos clandestina no ramal do Pau Rosa, na BR-174, no Amazonas.

Ameaçada de morte por um dos chefões da rede, Joana pediu proteção da Mesa Diretora da ALEAM e comunicou já ter acionado a Polícia Federal e as polícias Militar e Civil para apertar o cerco na caça ao chefão da rinha que realiza maus-tratos a animais na BR-174.

Os deputados Dr. George Lins (UB), Ednalison Rozenha (PMDB) e Mário César Filho (UB), além do presidente da ALEAM, Roberto Cidade, dentre outros parlamentares, se solidarizaram a Joana e manifestaram repúdio à rinha.

Mário César, inclusive, prometeu mobilizar a Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) do Poder Legislativo Estadual, presidida por ele, para ajudar nas investigações sobre a existência de rinhas no Estado. O negócio cresce e começa a atingir cifras preocupantes.

O ex-deputado estadual de Roraima, Jeferson Alves, é um dos implicados na rinha localizada na BR-174. Ele foi flagrado graças a ação da Comissão de Proteção aos Animais da Aleam , presidida por Joana D’Arc. O CPAMA flagrou mais de 80 galos no local.

Legislação pisoteada

Da tribuna, Joana informou que um galo de briga custa pouco mais de R$ 250 mil no mercado negro das rinhas, o que torna a atividade ilegal um negócio bastante lucrativo para os criminosos. Na BR, 200 pessoas foram presas pela operação policial.

Conforme a Lei Estadual nº 6.423/2023, a rinha é proibida por ser desumana demais aos animais sejam eles silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. A multa pela infração vai de R$ 1.500,00 a até R$ 20.000,00.

As rinhas são recorrentes no Amazonas. Em junho de 2023, a Operação “Não Tire as Penas da Vida”, do Ibama, desarticulou uma rinha com 111 galos em situação de maus-tratos no município de Parintins, no Baixo Amazonas.

As apostas na rinha variavam entre R$ 2 mil e R$ 3.650 reais, uma afronta à legislação estadual quanto à Lei Federal 9.605/98, pisoteada pelos rinheiros.

As penas e outros subprodutos provenientes dos animais eram explorados comercialmente em objetos de artesanatos, ornamentos e adereços vendidos ao público. O superintendente do Ibama Joel Bentes disse que a operação foi um alerta contra ilícitos ambientais às vésperas de mais um Festival Folclórico de Parintins, programado para junho.


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