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Funai exonera 43 militares do órgão; quatro são do Amazonas

Demissões foram assinadas pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa

“Foram tardiamente exonerados”, diz Sônia Guajajara

Valéria Costa
Correspondente

Brasília (ÚNICO) – Dos 43 funcionários das Forças Armadas que compunham o quadro da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), exonerados nesta segunda-feira (23), pelo governo federal, quatro ocupavam coordenações regionais no Amazonas.
Fernando Queiroz de Freitas, atuava no Médio Purus; Francisco de Souza Castro, na região de Manaus; Feliciano Borges Neto, na região do rio Negro; e Jorge Gerson Baruf, que era coordenador-regional do Alto Solimões. Todos são militares e foram nomeados pelo ex-presidente da Funai, Marcelo Xavier, no governo Bolsonaro.
Em nota, a ministra do recém-criado Ministério dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, disse categórica que “estes funcionários foram tardiamente exonerados”. Segundo ela, todos tinham uma orientação totalmente contrária à missão da Funai, que é garantir e proteger os direitos dos indígenas.
A Funai, que vai ser presidida pela ex-deputada federal Joênia Wapichana (Rede-RR), passa a partir do governo Lula 3 a integrar o Ministério dos Povos Indígenas.
Sônia disse ainda que as nomeações para estes cargos vagos serão alinhadas aos objetivos das organizações indígenas e que os escolhidos irão trabalhar pela proteção e promoção dos direitos dos povos originários.

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