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UFAM faz “MUTIRÃO DE PÓS” em São Gabriel da Cachoeira

Por: Ademir Ramos

Professor, antropólogo, coordenador do projeto jaraqui, do NCPAM/UFAM vinculado ao Dpto. de Ciências Sociais.

FORTES CHUVAS VÊM CAUSANDO DANOS MATERIAS E ATÉ MORTES NA PERIFERIA DE MANAUS

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Somos solidários aos familiares que vivem na dor e no pranto na periferia de mossa querida Manaus.

Nos últimos dias, as chuvas intensas e volumosas que caem sobre Manaus provocam dor e pranto aos moradores das zonas periféricas de Manaus que vivem e moram em situação de risco.

Vidas são ceifadas, bens são destruídas e o pouco que se tinha vai de água abaixo provocando dor e pranto a esta gente humilde, que vive na invisibilidade e no abandono social, na esperança de um certo dia, sabe lá quando, ser contemplada pelo poder público com uma moradia digna ou pelo menos oportunidade de trabalho para ganhar o pão de cada dia.

Nem moradia e nem pão, esta gente humilde é destrata de todas as formas. Os governantes fazem jogo de cena e se comportam como bombeiros tentando apagar o fogo no meio das queimadas às vezes é um empurrando para o outro a responsabilidade do flagrante social das chuvas.

As chuvas, na verdade, são como réguas sociais que medem o compromisso do poder executivo municipal, estadual e federal, exigindo também dos parlamentares ações de políticas públicas de combate à desigualdade e a exclusão social.

O fato é que somente nas eleições esta gente humilde e excluída socialmente é lembrada pelos candidatos aos poderes executivos e por políticos que disputam cadeiras no parlamento municipal, estadual ou federal.

O sono desta gente virou uma tormenta, enquanto isso os políticos eleitos para cuidar da cidade e de sua gente, estão na esbornia rindo à toa torrando o dinheiro público e dormindo o sono dos irresponsáveis.

Se focarmos numa análise densa de políticas públicas veremos então que o estado e o município não priorizam em seu planejamento orçamentário recurso significativo para combater os males sociais que afetam nossa gente humilda da periferia de Manaus.

De toda forma podemos estar equivocados, mas pelo fato recorrente, deduzimos que no orçamento público dos mandatários envolvidos esta gente pouco ou nada importa e sendo assim, a extrema pobreza transforma-se em moeda de troca no processo eleitoral na captação de votos, beneficiando diretamente os candidatos bilionários que se comportam como verdadeiros abutres alimentando-se da miséria de nossa gente nas urnas.


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