”Flutuantes” relatam queda no 25% faturamento

Defensoria faz levantamento da atividade econômica no rio Tarumã

Grupo de Trabalho vai promover audiências públicas a respeito

Alessandra Luppo
Da redação do ÚNICO

Os donos de flutuantes estabelecidos no rio Tarumã-Açu relataram à Defensoria Pública do Amazonas que estão registrando queda de pelo menos 25% no faturamento – podendo chegar até a 50% – em função da ameaça de retirada de seus empreendimentos do local.

Segundo o mecânico de embarcações – e porta-voz do grupo – Adriano Alves, “caiu uma média de 25% desde que começou essa confusão, porque acaba todo mundo parando de trabalhar, né? Nosso psicólogo mesmo não está conseguindo trabalhar direito porque você não consegue pensar nas coisas direito”.

Levantamento econômico

A revelação foi feita ao Grupo de Trabalho da Defensoria Pública que acompanha o processo que pediu a retirada dos flutuantes do rio Tarumã-Açu, em Manaus. O defensor público Christiano Pinheiro, do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon), membro do GT, coordenou os trabalhos de mapeamento prévio da cadeia de consumo existente na região e, em conversa com os trabalhadores da área, registrou a retração.

“Ficamos sem renda na seca e aí o rio começou a encher e veio a decisão. Vieram aqui e simplesmente deixaram o aviso de notificação, com prazo para retirada, com ou sem licença todos iam ser retirados. Uma briga psicológica para nossa retirada daqui”, relatou a comerciante Ceiça Duarte.

Próximos passos

O defensor Christiano Pinheiro explicou que os próximos passos do processo serão as audiências públicas. O objetivo da Defensoria Pública é garantir a permanência dos flutuantes, mediante uma regulamentação para uma ocupação ordenada e sustentável.


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