Família cria instituto ambiental com nome de Dom Phillips

Jornalista foi morto com Bruno Pereira, no Amazonas, em 2022

Objetivo é disseminar saberes tradicionais da Amazônia

Fábio Rodrigues
Especial para o ÚNICO

Brasília (ÚNICO) – A família do jornalista inglês Dominic Phillips, assassinado no Amazonas junto com o indigenista Bruno Pereira, há dois anos, a família, profissionais e amigos do britânico inauguraram um instituto sem fins lucrativos para homenageá-lo.

Segundo os fundadores, o Instituto Dom Phillips busca perpetuar a paixão dele pela Amazônia, bioma que o britânico visitou a trabalho, pela primeira vez, em 2015. Segundo a brasileira Alessandra Sampaio, viúva de Dom e diretora-presidente da entidade, a iniciativa busca “ecoar as vozes da Amazônia” por meio de projetos que disseminem os saberes tradicionais da população amazônida.

Crime no Vale do Javari

A emboscada que matou Dom e Bruno aconteceu exatamente no Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, no Vale do Javari, em região próxima a Atalaia do Norte, no Amazonas. Eles foram mortos a tiros por caçadores e pescadores ilegais que não aceitavam que eles denunciassem suas atividades às autoridades.

Quando foi morto, a tiros, o jornalista pretendia entrevistar líderes indígenas e ribeirinhos para escrever um livro-reportagem que seria intitulado Como Salvar a Amazônia.

Proteção da floresta

“Sempre que voltava das suas viagens à Amazônia, o Dom voltava muito mobilizado. Pelas vivências, pelos contatos que tinha com as pessoas e com a floresta. Ele dizia: “Ale, se as pessoas conhecessem e entendessem a Amazônia, se elas soubessem [de] todas as belezas, toda a potencialidade [da região], se engajariam na proteção da floresta”, acrescentou Alessandra.

Sobre o julgamento

Em 23 de julho de 2022, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou Amarildo da Costa Oliveira, (conhecido como “Pelado”), Oseney da Costa de Oliveira (“Dos Santos”) e Jefferson da Silva Lima (“Pelado da Dinha”) por duplo homicídio qualificado e ocultação dos corpos de Bruno e Dom.

Também foram detidos e indiciados pela Polícia Federal (PF) Ruben Dário da Silva Villar (“Colômbia”) e Jânio Freitas de Souza.

O processo judicial está em andamento, mas a Subseção Judiciária Federal de Tabatinga, no Amazonas, ainda não marcou a data do julgamento dos três principais acusados.

Com informações da Agência Brasil


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