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28 de maio de 2022
Eu aceito meu karma, o meu dharma me protege.

Coluna:

Por: Maria Ritah

Maria Ritah é atleta ultramaratonista, apresentadora e produtora do programa Conexão Gaia, da radio Logos FM 87.9. Contato comercial 92-991021957

Eu aceito meu karma, o meu dharma me protege.

karma

Por Maria Ritah

Esse é meu mantra diário. Passo para vocês?

Eu não sou budista. Até hoje nunca entrei num templo budista e não sei se em Manaus, minha cidade, existe algum templo. Ultimamente tenho lido muitas coisas sobre Budda, especialmente o Zen budismo. Eu me interessei por causa Monja Coen que, na era da internet, se tornou uma das figurais mais populares no Brasil, quando o assunto é o Zen budismo. As palestras – que você facilmente encontra no YouTube – são cheias de significado para minha vida e despertou o desejo de me aprofundar na leitura sobre zen budismo.
Eu não sabia o que é o Zen e confesso que ainda estou buscando conhecer através de livros e a prática, o que não é muito fácil de fazer. Então, vou compartilhar com vocês algumas coisas que apreendi sobre isso. Primeiro, o que é Zen?
Zen é um nome japonês da tradição Chan que surgiu na China e junta as suas origens ao Budismo. A prática do Zen não é nada especial, é simplesmente a vida como tal. Isso acontece porque a principal ideia do Zen budismo é que “as coisas são como sempre são”, e um olhar budista sobre o medo e as coisas que não podemos controlar, ajuda na liberação do que eles chamam “karma”.

Uns meses atrás, eu entrei num sebo e antiquário para buscar livros sobre o tema e entrei na Império Antiquário, no Centro de Manaus, onde encontrei um acervo maravilhoso sobre Zen budismo. Foi daí que minha busca para entender o processo de meditação zazen criou força.

O mestre Zen Seung Sahn disse que há muitos séculos, o filósofo grego Sócrates, costumava caminhar pelas ruas e mercados de Atenas, ensinando a seus alunos. Ele dizia: “Conhece-te a ti mesmo!”. Um dia, um dos seus alunos perguntou: Senhor, você sempre diz que devemos conhecer a nós mesmos, mas o senhor, já conhece a si mesmo? Sócrates teria respondido que, ele não se conhecia, mas tinha ciência deste “NÃO” se conhecer, o que por si só já era maravilhoso.
A prática do Zen budismo afirma esta mesma experiencia, pois a maioria dos seres humanos atravessa uma existência sem ter a mínima ideia do que é.

Sabe, a gente entende muita coisa a respeito do mundo, mas verdade seja dita… não entendemos a nós mesmos.

Eu particularmente tenho grande dificuldade de aceitar as coisas como elas são, e ser serena apesar das circunstâncias, talvez por isso meu interesse pelo Zen budismo.

De certa forma, nós, humanos, somos bem parecidos com rodamoinhos nos rios da vida. Em seu fluxo, o rio encontra pedras, galhos e irregularidades que levam ao aparecimento espontâneo desse fenômeno da natureza. Daí que a água que passa por esses pontos rapidamente atravessa e se reintegra ao rio.
Veja como tudo é instável. A estabilidade é temporária e a energia da vida forma outras coisas vivas.
É essa a tal impermanência da vida que vem com uma verdade absoluta: tudo muda!

Qual sua Opinião?

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