Estudantes unidos pela paz contra a guerra

Ademir Ramos

No dia internacional do trabalho (1/5), a luta solidária dos estudantes norte-americanos pró-palestina contra a guerra na faixa de Gaza ganhou visibilidade mundial com repercussão na França, na Sorbonne, no Quartir Latin de Paris, podendo alastrar-se por todo a Europa como um rastilho de pólvora atiçando a juventude por um movimento internacional pela paz mundial.

Desde o dia 17 de abril, com a ocupação da Universidade de Columbia, em Nova York, o movimento contra a guerra ganhou força eclodindo nas Universidades do Texas, Utah, Virgínia, Carolina do Norte, Novo México, Connecticut, Louisiana, Califórnia e Nova Jersey, devido ao apoio dos EUA na guerra entre Israel e o grupo extremista Hamas, atingindo principalmente a Faixa de Gaza com os bombardeios israelenses matando mais de 34 mil pessoas.

Na centenária Universidade de Harvard, na cidade de Cambridge, nos arredores de Boston uma bandeira da Palestina foi hasteada sobre a estátua do fundador John Harvard no lugar da bandeira dos EUA.

A gravidade dos fato soma-se com o conluio dos Reitor@s e demais dirigentes de algumas Universidade que chamaram a polícia para invadir os Campi perseguindo e violentando os estudantes desarmados que estavam acampadas nesses territórios acadêmicos, berços da liberdade, da ciência e do saber.

No Brasil, nos tempos da ditadura vivíamos sobressaltados com dedo-duro em sala aula vigiando professores e alun@s que lutavam pela redemocratização do País e, quando fazíamos alguma manifestação pró-União Nacional dos Estudantes por meio do Diretório Central dos Estudantes a polícia federal invadia o Campus para prender os manifestantes contra a ditadura sob os gritos que para entrar no Campus era preciso passar no vestibular e a resposta dos trogloditas era a borrachada e camburão.

A democracia vingou contra os truculentos e torturadores. A luta do movimento estudantil ganhou corpo e força com o movimento dos trabalhadores do campo e da cidade.

Nesse embate vários militantes e sonhadores tombaram no caminho pelo resgate do Estado Democrático de Direito avançando até as Diretas Já com a promulgação da Constituição de 1988.

O que não dá para entender é a indiferença e omissão do movimento estudantil Latino-americano e Caribenho, em particular, da União Nacional dos Estudantes do Brasil frente as manifestações de solidariedades de professor@s e alun@s contra a guerra e pela perpetuação da Paz no mundo que explodiu no Estados Unidos da América como grupo de pressão contra as Universidade que lucram com a guerra beneficiando-se da indústria armamentista e da miséria humana.

No Brasil a guerra se faz com o torniquete, precarizando as Universidades e, inviabilizando dessa feita, a sustentabilidade das Instituições Federais de Ensino e Pesquisa condenando-nos ao atraso e a dependência estruturantes da produção de ciência e tecnologia dos Países centrais.

Não a guerra e por mais investimentos na Escola Pública, nos Institutos de Pesquisa e nas Universidades Federyais de Ensino, Pesquisa e Extensão, no movimento pró-greve em favor das Universidades e dos Institutos Federais no Brasil.


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