Estudantes de Parintins fazem exposição que propõe discussão sobre futuro da humanidade

Até maio de 2020 quem for a cidade de Parintins vai ter a oportunidade de prestigiar gratuitamente a exposição coletiva “Espaços, Meu, Teu, Nosso”, com a temática ambiental e os questionamentos sobre o futuro da humanidade. O evento que acontece no Centro Cultural de Parintins (Bumbódromo) reúne aproximadamente 60 obras, entre pinturas, fotografias, desenhos e instalações, de alunos da unidade Parintins do Liceu de Artes e Ofício Cláudio Santoro e da Escola de Educação Especial Glauber Viana Gonçalves, da Associação Pestalozzi do município.

Todo o material em exposição é resultado de capacitações, realizadas este ano, pelos curadores da exposição, os artistas Jair Jacqmont, Lula Sampaio e Cristóvão Coutinho.

O instrutor de Iniciação do Desenho e à Pintura do Liceu de Parintins, Josinaldo Mattos, disse que as oficinas, levaram os alunos a buscar inspiração na cidade e em contato com a natureza na busca de inspiração.

“Os alunos fizeram visitas a áreas urbanas e também à natureza em Parintins, em busca de elementos que fossem transformados em obras de arte. O grupo ficou muito empolgado, criou instalações interessantes, abordando o lixo e o meio ambiente”, destacou o instrutor.

Segundo o professor, a atividade envolveu alunos de todas as idades, de adolescentes a idosos. “Temos turmas de várias faixas etárias e elas participaram em peso dos trabalhos para a exposição. Os alunos foram provocados pelos curadores a refletir sobre o espaços em que estão inseridos e eles levantaram um questionamento através da arte, alertando as pessoas sobre para onde a humanidade está caminhando com tanto consumo”, afirmou Mattos.

A diretora do Liceu em Parintins, Andressa Oliveira, disse que a exposição “Espaços, Meu, Teu, Nosso” é uma criação coletiva que envolveu 148 alunos do Liceu Claudio Santoro e 10 da Escola de Educação Especial Glauber Viana Gonçalves, da Associação Pestalozzi, que trabalha com estudantes com deficiência intelectual. “É uma ação muito bonita, não só pelo produto artítico, mas pela conscientização ambiental. Os alunos saíram para colher galhos, reaproveitaram garrafas, plástico e ferro. O resultado está bem legal”, afirmou.


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