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O uso indevido da internet Starlink pelo crime organizado

Por: Juscelino Taketomi

Jornalista, há 28 anos servidor da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam)

Estiagem 2024

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Wilson Lima: Prevenção para que não venha o pior

Por Juscelino Taketomi

Digna de elogios a atitude do governador Wilson Lima ao se mobilizar em nível de estado e junto ao Governo Federal na busca de medidas que o ajudem a enfrentar uma estiagem que em 2024 se anuncia mais severa que a registrada em 2023 no Amazonas.

A antecipação de ações, como a elaboração de um plano de trabalho prévio, é fundamental para minimizar os efeitos devastadores que uma estiagem intensa pode causar nas comunidades locais, na atividade econômica e no meio ambiente.

A preocupação com a estiagem em 2024 é embasada em dados concretos. O monitoramento realizado pelo Estado aponta para a possibilidade de uma seca tão ou mais forte que a ocorrida no ano anterior.

Esse cenário desafiador requer uma resposta coordenada e eficaz, e é exatamente isso que o governador Wilson Lima está buscando garantir. A Defesa Civil do Estado possui elementos precisos que justificam isso.

Reuniões com diversos setores, como indústria, comércio, poderes públicos e empresas de serviços essenciais, são necessárias para coordenar ações de prevenção e preparar a população para os desafios que se apresentam.

Além disso, as negociações e reuniões com o Governo Federal asseguram o apoio imprescindível na antecipação de ações que possam diminuir os impactos da estiagem no Amazonas. O diálogo e a cooperação entre os níveis de governo são essenciais para enfrentar desafios tão complexos como esse.

Urge ressaltar que a questão da estiagem não é só uma questão de infraestrutura, mas também de solidariedade e assistência às comunidades afetadas.

Em 2023, o Governo do Amazonas demonstrou sua capacidade de resposta rápida ao enviar ajuda humanitária aos afetados, com investimentos diretos significativos e ações coordenadas envolvendo diversos órgãos estaduais.

Em um mundo onde as mudanças climáticas estão cada vez mais presentes, a atitude proativa e a capacidade de adaptação são chaves à luta para superar os desafios do presente e do futuro com relação aos problemas climáticos e seus efeitos nocivos.

Cientistas alertam

As ações do governador Wilson Lima em favor de medidas que mitiguem os efeitos da atual crise climática no Estado, por conta de uma estiagem provavelmente alarmante em 2024, ocorrem em uma hora em que a comunidade científica alerta para o risco de desequilíbrios preocupantes no ecossistema amazônico.

Sabe-se que a região depende fortemente das chuvas para manter seu ecossistema e sua biodiversidade. Estiagens prolongadas podem causar danos significativos à vegetação, aos rios e à vida selvagem, afetando o meio ambiente e as comunidades locais dependentes desses recursos naturais para sua subsistência.

O aumento das mudanças climáticas tem sido associado a eventos climáticos extremos, como secas mais intensas e prolongadas. Cientistas alertam que a Amazônia está se tornando mais suscetível a esses eventos, o que pode resultar em estiagens mais graves e frequentes no futuro.

O desmatamento e os incêndios florestais também contribuem para a degradação da Amazônia e podem elevar os efeitos negativos das estiagens. Áreas desmatadas são mais vulneráveis à seca e ao fogo, o que pode levar a um ciclo de destruição contínuo na região.

Cientistas e pesquisadores têm desenvolvido modelos climáticos para entender melhor como as mudanças afetarão a Amazônia e prever possíveis cenários futuros de estiagem.

Esses estudos são estratégicos para orientar políticas de adaptação e mitigação, bem como para alertar as comunidades sobre os riscos iminentes. Por isso, é louvável que o governador Wilson Lima se mobilize em busca de apoios às medidas de prevenção aos desequilíbrios climáticos no Amazonas.

Ações urgentes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, proteger as florestas e promover práticas sustentáveis custam caro ao orçamento público. E o governador está consciente de que precisa de parcerias no Brasil e fora dele para obter recursos que o auxiliarão na implementação das medidas capazes de mitigar os impactos das estiagens futuras no Amazonas e na região amazônica. Brasília tem que ajudar.

O fenômeno El Niño

Vários cientistas sustentam que o fenômeno El Niño continuará forte neste primeiro semestre de 2024, gerando séria preocupação nos estados da Amazônia Legal.

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, o que tem efeitos significativos no clima global.

Durante um evento El Niño, mudanças nos padrões de vento e nas correntes oceânicas podem alterar os padrões de precipitação em diferentes partes do mundo.

Embora o fenômeno seja frequentemente associado a condições de seca em algumas regiões, como a América do Sul e partes da África e da Ásia, é importante ressaltar que seus efeitos específicos podem variar dependendo de uma série de fatores, incluindo a intensidade e a duração do evento, bem como as características geográficas da região afetada.

Os cientistas geralmente monitoram os sinais precursoras do El Niño, como anomalias na temperatura da superfície do mar no Oceano Pacífico, para prever seus possíveis efeitos e fornecer alertas antecipados às comunidades vulneráveis.

É o monitoramento que fornece os dados que possibilitam a implementação de medidas de adaptação e mitigação para reduzir os impactos negativos do fenômeno.

É preciso que estejamos cientes de que o clima é um sistema complexo e dinâmico, influenciado por uma variedade de fatores, e que prever com precisão eventos climáticos extremos, como secas severas, pode ser desafiador.

Mas é justamente isso que, de todo modo, deve convencer e impulsionar os governantes na busca da prevenção. Não é aconselhável esperar para ver primeiro a tragédia acontecer.


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