Escombros e carreta atrapalham resgate de desaparecido no rio Curuçá

Trabalhos se concentram na retirada da estrutura da ponte e no veículo com mais de 60 toneladas

O local de travessia de pedestres pelo lado do Careiro Castanho terá de ser alterado

O Comitê de Resposta Rápida, montado pelo Governo do Amazonas para os trabalhos no rio Curuçá, no Km 25 da BR-319, onde uma ponte de concreto desabou no último dia 28 de setembro, divulgou nesta quarta-feira (5) que os mergulhadores do Corpo de Bombeiros e da Marinha do Brasil estão realizando um trabalho manual de ancoragem, através de um cabo de aço, para evitar que escombros desabem sobre as equipes de busca. Cabos também estão sendo usados na tentativa de içar os restos de concreto e ferro da ponte, para que a busca ao único desaparecido, o senhor João Nascimento Fernandes, possa ser ampliada. O comitê avalia que o corpo de João possa estar embaixo dos escombros submersos.
O CBMAM solicitou ao Dnit, responsável pela construção, manutenção e fiscalização da área, um guindaste para que a carreta seja retirada do rio. Porém em decisão conjunta com o Dnit, o içamento do material só será possível após a área estar estável, uma vez que há o risco de o local não suportar o peso do guindaste.
Na terça-feira houve nova tentativa de retirar a carreta do rio utilizando dois cabos de aço, com aproximadamente 39 toneladas, que foram puxados por tratores. Mas, não houve sucesso com o procedimento, uma vez que o veículo estava carregado com mais de 60 toneladas de carga. Segundo o relatório do comitê, oito veículos já foram içados.
Ao todo, o acidente deixou 14 feridos, dos quais 13 já receberam alta médica e um está internado no Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo aguardando procedimento cirúrgico. Quatro mortes foram registradas.

Cabos de aço estão sendo amarrados às estruturas de concreto para a retirada de dentro do rio

Mudança no local de embarque

O Dnit identificou também que há fissuras na área que está sendo utilizada pelos pedestres como um porto improvisado para embarque e travessia, pelo lado que fica no Careiro da Várzea e há risco de desmoronamento. A recomendação é que as pessoas evitem fazer a travessia na área.
O translado de passageiros deve ser deslocado para um terreno mais seguro, onde pode ser construído um deck e uma ponte de madeira para funcionar como porto improvisado.
Desde a última quinta-feira (29), a Defesa Civil do Amazonas enviou cinco lanchas para auxiliar no translado de passageiros. A força-tarefa funciona das 5h às 19h, de forma gratuita.

Ponte de campanha

O DNIT e Exército Brasileiro deram início aos trabalhos de infraestrutura nas cabeceiras da ponte. Neste momento, as equipes realizam trabalhos topográficos e adaptação da área de acampamento para a entrada do maquinário. Uma ponte de campanha, oriunda do Exército Brasileiro, já está sendo transportada de Porto Velho para ser instalada como medida temporária.


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