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Empresário que mandou incendiar helicópteros é milionário do garimpo ilegal

Aparecido Naves Junior mora em Goiás, mas explora garimpo em Roraima

Polícia Federal identificou e prendeu os seis envolvidos nos ataques

A ordem para queimar dois helicópteros do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Manaus partiu de um empresário milionário de Goiânia, ligado à exploração ilegal de ouro em garimpos na terra indígena Yanomami, em Roraima. O ato criminoso ocorreu em janeiro deste ano, no Aeroclube de Manaus, no bairro Parque Dez (Zona Centro-Sul).
O mandante do crime é o empresário milionário Aparecido Naves Junior. Com 35 anos, Naves Júnior tem uma mansão em Goiânia avaliada em R$ 2,1 milhões, além de duas empresas. Ele também era dono de aeronaves que eram utilizadas pelo garimpo ilegal em Roraima e que foram destruídas recentemente por agentes do Ibama.

Identificados

A trajetória de Naves Júnior em Manaus, dias antes do incêndio, foi toda identificada pela PF. No dia do crime, ele já estava em Roraima. O crime contou com a participação do motorista Edney Fernandes de Souza. Os invasores do aeródromo e autores do incêndio são Fernando Warlison Pereira, vulgo “Seco”, e Arlen da Silva, conhecido como “Mudinho”. Thiago Souza da Silva, conhecido “TH”, e Wisney Delmiro, vulgo “Poderoso”, atuaram no crime como intermediários, negociando com os incendiadores e o motorista. A localização dos criminosos foi feita por meio da identificação do carro que os levou até o aeroclube de Manaus. A identificação dos criminosos foi feita a partir da perícia de 681 arquivos de vídeo colhidos de quatro câmeras de segurança. As imagens permitiram confirmar o veículo utilizado na ação, um modelo Kwid, de cor branca.

A prisão

Todos tiveram a prisão temporária decretada, em ações realizadas entre os dias 26 de janeiro e esta quarta-feira (2). Já o motorista teve a prisão em flagrante no dia 25 de janeiro, um dia após o crime. A prisão do mandante do crime, Aparecido Naves Júnior, ocorreu na mansão do empresário. Na operação, a polícia se deparou com diversos carros de luxo, com modelos avaliados em mais de R$ 400 mil.

Aparecido Naves Júnior é o empresário de Goiás que mandou atear fogo em helicóptero

Prejuízo de R$ 10 milhões

As aeronaves estavam dentro do hangar até 20 de janeiro e foram retiradas do espaço para inspeção, para que fossem utilizadas nas próximas fiscalizações. As duas aeronaves, que são alugadas pelo Ibama, são de propriedade da empresa Helisul. Considerando a extensão dos danos, o modelo e ano de fabricação das aeronaves, e a cotação do dólar, estima-se o valor dos danos em aproximadamente R$ 10 milhões.

Fonte: Estadão

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