Empresário diz que projeto de potássio em Autazes não terá desmatamento

Executivo afirma que o projeto será implantado com “sustentabilidade”

Ipaam analisa as propostas para emitir ou não a Licença de Implantação

O presidente da Potássio do Brasil, Adriano Espeschit, empresa que quer explorar o minério silvinita na região da Autazes (a 111km de Manaus) disse, em evento público promovido pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo Ministério Público Federal (MPF), em Brasília, que “não haverá desmatamento de nenhuma área para a implantação fabril e exploração do minério”.
Segundo Espeschit, a área onde devem ficar as instalações industriais já foi degradada por outras atividades econômicas. “Não vamos desmatar um hectare sequer porque essa área já foi desmatada por ocupações anteriores. Não existe nenhuma degradação em áreas que nós vamos ocupar na superfície. Mesmo assim, nós temos o compromisso de reflorestar uma área dez vezes maior do que essa área que nós vamos ocupar na superfície”, afirmou.

Sustentabilidade

O presidente da Potássio do Brasil explicou que a extração do Potássio na região também será sustentável, pois utilizará o método de câmaras e pilares. As câmaras são abertas e os pilares darão sustentação. Depois, será retirada a Silvinita, um minério composto de Silvita, que é o Cloreto de Potássio, e Halita, que é o Cloreto de Sódio (Sal de Cozinha). “É uma mineração extremamente sustentável. É engenharia pura. Sustentabilidade é usar a engenharia de forma adequada”, disse.

Licenciamento

Atualmente, o Projeto Potássio Autazes da Potássio do Brasil está em fase de licenciamento ambiental. Ela já tem a Licença Prévia (LP) e aguarda a Licença de Instalação (LI) junto ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). A consulta ao povo indígena Mura de Autazes e Careiro da Várzea também já foi realizada e as terras indígenas Mura ficam a cerca de 8 km de distância das futuras instalações da Potássio do Brasil, afirmou Espeschit.


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