Empreendedora amazonense apresenta projeto de inovação pública na China

A empresária Michelle Guimarães participou na semana passada da terceira edição do UNLEASH – laboratório de inovação pública para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS) em Shenzhen, China. O evento é uma plataforma para os principais talentos de todo o mundo, que estão trabalhando em soluções para os ODS das Nações Unidas.


O programa recebeu mais de 8.000 inscrições e Michelle foi uma das 1.000 pessoas de mais de 186 países selecionadas para participar do UNLEASH, depois de ter tido seu histórico público avaliado e ser considerada uma dos próximos líderes de sua região.

Consultoria internacional

Durante o UNLEASH, os 1.000 talentos passaram por um processo de inovação imersivo facilitado pela consultoria internacional Deloitte, onde colaboraram em soluções que podem ajudar a alcançar os ODS até 2030. Eles foram guiados por um grupo de facilitadores com experiência em suas áreas, bem como especialistas e mentores globais. O UNLEASH já teve soluções implementadas com grande impacto em comunidades locais de todo o mundo.

“Para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, é crucial que engajemos a juventude global”, diz o presidente do UNLEASH, o professor dinamarquês Flemming Besenbacher. “Estou muito feliz em ver nossa comunidade de jovens líderes crescendo e por recebermos mais 1.000 talentos este ano na China”.

Michelle é empresária e consultora de negócios há 13 anos e desde 2016 aprofunda seus conhecimentos em políticas públicas. Participou de programas da Casa Branca durante o governo Obama, é Líder Público da Fundação Lemann, que a levou à Universidade de Oxford, Inglaterra, para estudar integridade e valores governamentais e em 2018 foi candidata a Deputada Federal pelo PL-AM. Participa de instituições políticas como RAPS, Renova BR e Movimento Agora.

Alerta sobre lixo

Ela apresentou um projeto de uso de big data para mensurar o valor financeiro do aterro sanitário de Manaus. “Nosso lixão tem que ser fechado até 2024 e a prefeitura ainda não apresentou uma segunda opção para a gestão de resíduos. A partir deste alerta, junto com a plataforma Udata, desenvolvemos alguns estudos e estimamos que, em quase 40 anos de operação, deixamos de faturar cerca de 185 milhões de dólares com reciclagem de plástico, por exemplo.”


Das 2,8 mil toneladas que são despejadas diariamente, apenas 2% são recicladas, afirma. Michelle ainda ressalta que não é apenas uma questão financeira, é também de saúde pública, educação e empreendedorismo. “Se a população soubesse as oportunidades que podemos ter com a reciclagem, não ignorariam o valor do lixo. É preciso gerenciá-lo com mais seriedade, educando e incentivando as pessoas para que repensem o quanto despejamos no meio ambiente e o quanto estamos perdendo em negócios.”


Durante sua estadia na China, verificou que essa já é uma grande preocupação do país. “Os chineses estão muito avançados em gestão de resíduos, pois sabem que com o crescimento populacional, não haverá mais recursos naturais para todos e cabe a eles buscarem soluções inovadoras”, disse.

China, verificou que essa já é uma grande preocupação do país. “Os chineses estão muito avançados em gestão de resíduos, pois sabem que com o crescimento populacional, não haverá mais recursos naturais para todos e cabe a eles buscarem soluções inovadoras”, disse.


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