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Mineração Sustentável é possível?

Por: Michele Lins Aracaty e Silva

Economista, Doutora em Desenvolvimento Regional, Docente do Departamento de Economia da UFAM, ex-vice-presidente do CORECON-AM.

Economia Digital: “os dados são o novo petróleo”

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A Economia Digital constitui um modelo econômico pautado num sistema inovador e complexo, baseado nos seguintes componentes: o setor digital (computadores, redes de comunicação e acesso à internet), o setor da economia digital (sistemas, aplicativos e serviços de pagamento) e o setor da economia digitalizada (e-commerces e industrial 4.0).

Este novo modelo que movimenta anualmente no Brasil algo em torno de R$ 210 bilhões é pautado nos seguintes pilares: Home Office, Processos Digitalizados, Armazenamento em Nuvem e no Mobile.

No segmento corporativo, as vantagens são inúmeras: automação de processos e redução de custos operacionais; desenvolvimento ágil de novos produtos e serviços inovadores; coleta e interpretação de dados para insights de mercado e tomada de decisões informadas; acesso a mercados internacionais e clientes em todo o mundo entre outros.

​A Economia Digital faz parte da chamada “Nova Economia” que ganhou proporção com o advento da tecnologia e da internet. Neste novo cenário, processos econômicos bem como inúmeras atividades que antes eram realizadas de forma presencial agora, podem ser facilmente executadas no meio digital, graças em grande parte às possibilidades da tecnologia.

​O peso econômico da Economia Digital, segundo projeções do Banco Interamericano de Desenvolvimento, para cada um dólar investido em tecnologias digitais o retorno é de vinte dólares ao PIB Mundial, ou seja, constitui um investimento super lucrativo.

​A Economia Digital também contribui para proporcionar ganhos pois “os dados são o novo petróleo” e no mercado atual são supervalorizados e contribuem para uma tomada de decisão muito mais ágio e assertiva. O acesso aos dados, por sua vez, possibilita explorar novas atividades, novos mercados, apresentar soluções e a atender a demandas de forma direta e precisa.

​Além do fomento à inovação, a implementação de políticas públicas bem como a agilidade das patentes contribuiria para melhorar o ambiente de negócios e o processo da Economia Digital no país.

​Por fim, esta nova economia está sendo implementada em todos os setores da economia tradicional proporcionando novas oportunidades via crescimento dos negócios, mas exige inovação constante, investimento e qualificação dada a sua velocidade e alcance.

MICHELE LINS ARACATY E SILVA, Economista, Doutora em Desenvolvimento Regional, Docente do Departamento de Economia da UFAM, ex-vice-presidente do CORECON-AM.


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