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16 de outubro de 2021
Ângelo Reis

Coluna:

Por: Ângelo Reis

Economista Ângelo Reis Secretario Geral do PROS/AM

É possível mudar para melhor

Balança Comercial

Ângelo Reis

Com a Balança Comercial Brasileira em Superavit, após 7 meses seguidos, e o Dólar ainda em alta, isso proporciona uma excelente arrecadação de ICMS ao Governo do Estado do Amazonas, que também está com sua conta gorda, segundo o relatório mensal da SEFAZ. Tudo isso em decorrência do nosso modelo Zona Franca que impulsiona o Polo Industrial de Manaus gerando uma forte arrecadação tributária e gerando empregos para nossa população.
No entanto, os impactos da pandemia ainda assolam os sentimentos de desesperança daqueles que perderam seus empregos, daqueles que tiveram a falência de suas empresas declaradas durante a maior crise sanitária dos últimos 100 anos da história da humanidade.
Existe sim, uma grande parte da sociedade amazonense, que ainda sofre os impactos econômicos oriundos da pandemia e que não lhes restam mais esperança ao não ser aguardar uma boa e rápida mudança em nosso cenário político brasileiro, para enfim voltar a tão sonhada esperança por dias melhores.
Sabemos que, muito pode se esperar, quando se tem boas políticas públicas que façam atrair a “confiança” de novos investidores para o Brasil e para o Amazonas, fazendo assim que outros setores da nossa economia volte a crescer, tais como o ecoturismo e a produção em escala de nossos produtos regionais, que tanto são cobiçados pelo consumidor internacional (açaí, castanha, cupuaçúetc).
Crise política, econômica e social é o que vemos ultimamente sendo transmitida em nossas redes sociais e nos veículos de imprensa. Contudo, as decisões políticas que temos, desde a esfera Federal, passando pelas esferas Estaduais e chegando até as esferas Municipais, são o que de real importam para os benefícios econômicos e sociais cheguem até o nosso povo, principalmente aqueles que estão mais desprovidos de cuidados por parte do setor público e que estão em vulnerabilidade social.
Esse povo sim precisa ser olhado, com propostas e projetos que alcance lá na ponta as suas necessidades. Exemplo disso temos na isenção tributária do ICMS dos itens que compõem a cesta básica, que levaria um benefício real à toda população com a diminuição dos preços dos alimentos. A preocupação adveio da subida dos preços nos estabelecimentos comerciais.
Em Manaus, no primeiro semestre de 2021, uma pesquisa realizada pela Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Amazonas (CDC/Aleam) apontou alta acumulada da cesta básica de 6,51%. O consumidor desembolsou, em maio, R$ 258,73 e, no mês seguinte, R$ 265,19 para adquirir os mesmos 26 itens essenciais conforme o estudo.
O valor da cesta básica no Amazonas equivale a 24,11% do salário mínimo, que atualmente é R$ 1.100,00. Isso representa um custo bastante elevado para grande parte da população que vive com o piso nacional. Uma forma de reduzir este gasto seria a diminuição das alíquotas de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) incidentes sobre estes itens essenciais. Mas não é possível simplesmente cortar, prejudicando a sociedade por outro lado. O estado custeia serviços básicos nas áreas de saúde e de educação, por exemplo, com a receita apurada com a arrecadação dos impostos.

Economista Ângelo Reis
Secretario Geral do PROS/AM

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