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BBB e o Congresso Nacional

Por: Ademir Ramos

Professor, antropólogo, coordenador do projeto jaraqui, do NCPAM/UFAM vinculado ao Dpto. de Ciências Sociais.

É hora de virar esse jogo

Acabo de ser informado nesta manhã de quarta-feira (16) que o governador do Amazonas, Wilson Lima vai fazer uma nova mexida no seu secretariado.


Em outras palavras, ele trocar as peças com o jogo em campo simplesmente para valorizar os agentes junto aos Partidos aliados ou quem sabe para satisfazer a volúpia voraz das corporações que reivindicam uma participação mais efetiva no dirigismo das ações do Estado.


Na teoria do jogo, o governador é como se fosse um técnico de futebol pressionado por seus aliados, comanditas e até mesmo pela crônica política que quer porque quer escalar determinado ator por múltiplos interesses, visando retorno imediato na forma de capital político e financeiro.


A responsabilidade em mexer no time é tão-somente dele, mas se não tiver estratégia de jogo, no caso do Wilson Lima, a prefeitura de Manaus é como se fosse uma plataforma de sustentação para assegurar sua eleição ao Senado Federal e quem sabe até mesmo na sucessão do governo do Estado, que gosto ou não passa pelo aval do vice governador Tadeu de Souza, que nas eleições de 2026 estará à frente do governo, assim que Wilson Lima for aprovado na convenção do seu Partido, podendo inclusive disputar o governo no exercício do mandato.


Agora, fragmentar o governo em pequenos feudos para agradar os apetites dos aliados é uma afronta a eficácia de suas ações. É muito mais barato contratar cabos eleitorais se pensarmos de forma responsável.


Já que tem que mexer que faça com inteligência, Wilson Lima poderia pelos menos chamar o segmento pensante do seu governo para fazer um Planejamento Participativo Institucional focado na Unidade de Ação do Desenvolvimento Sustentável com planejamento, gestão e controle, impulsionando à produção; formação e assistência técnica qualificadas com fomento em atenção para interior e a região metropolitana articulada com a cultura, saúde, educação e turismo.


Feito este Programa de Unidade das Ações Sustentáveis de governo escolheria entre os novos agentes a serem nomeados uma Coordenação centrada na Secretaria de Planejamento para monitorar a consecução das ações e avaliar seus resultados visando a racionalidade orçamentária e o bem-estar dos beneficiados.


Mas, me parece que os fins são mais eleitoreiros do que de eficácia política. Cabe a galera das arquibancadas entrar nesse jogo para mudar o resultado e se for necessário botar fora o próprio técnico senão vamos continuar levando bolas nas costas beirando a pobreza e a miséria enquanto os “amigos do rei” vivem num bem bom à custa dos votos da nossa gente. Chega, é hora de virar esse jogo.


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