Doença da urina preta está perdendo força

Número de casos despencou de 23 para 3

Itacoatiara e Manaus lideram ocorrências

Alessandra Luppo
Da redação do ÚNICO

Iniciado o período chuvoso na Amazônia, as ocorrências da chamada “Doença da urina preta” ou Doença de Haff, estão diminuindo, segundo o boletim mais recente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-RCP).

O mapeamento das autoridades de saúde indica que, durante todo o ano de 2023, foram registrados 68 casos. Sendo que nos meses de julho, agosto, setembro e outubro – auge da seca na região – as ocorrências foram maiores.

De 23 casos registrados em agosto, a quantidade de novos pacientes da doença caiu para 3, no mês de novembro.

O documento está disponível em https://abre.ai/hK9E.

Municípios

Segundo a FVS, Itacoatiara e Manaus ainda sãos as cidades com maior número de registros, sendo 46 e 9, respectivamente, ao longo do ano.

Na sequência vêm Parintins (5), Manacapuru (3), Careiro da Várzea (2), Nova Olinda do Norte (1), Borba (1) e Silves (1). Não há óbitos relacionados à doença.

Sobre a rabdomiólise

A rabdomiólise é uma síndrome que pode ocorrer em função de agravos diversos, como traumatismos, atividades físicas excessivas e infecções, ou ainda devido ao consumo de álcool e outras drogas. Quando associada ao consumo de pescados, a síndrome é denominada doença de Haff.

Os sinais e sintomas mais frequentes, entre os casos compatíveis, são: mialgia (dor muscular), mal-estar, náuseas, fraqueza muscular, dor abdominal, vômito e urina escura.


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