Dnit cancela a ponte de ferro no rio Curuçá e começa obras no rio Autaz Mirim

Motoristas enfrentam viagens maiores, rios com vazante e preços abusivos

Dois imóveis serão removidos no Autaz Mirim para abertura de passagem seca

Solange Elias
Para o ÚNICO
Com informações do G1

O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), responsável pela manutenção das rodovias federais em todo o país, descartou a instalação de uma ponte de ferro provisória sobre o paraná do Curuçá, onde, no dia 28 de setembro, uma ponte da BR-319 desabou, matando 4 pessoas e ferindo outras 14. A informação foi dada ao site G1, de notícias.
A ponte de ferro, que foi a primeira solução anunciada pelo órgão, deveria ter saído de Porto Velho, em Rondônia, em direção a Manaus, pela BR-319, para ser implantada pelo Exército Brasileiro. Mas duas semanas depois do incidente, a ideia foi cancelada.
Na última terça-feira (11), ao retornar de Brasília após encontro com o ministro da Infraestrutura, o governador do Amazonas, Wilson Lima (UB) anunciou que a travessia deverá ser feita, pelo menos temporariamente, por meio de balsas. E essa travessia vai exigir malabarismo: os veículos que vão embarcar, por exemplo, na beira do Careiro da Várzea, serão levados até o local da ponte destruída no rio Curuçá e, lá, sobem para a margem em passagem seca, retomando a BR-319 para Manaus. E, na volta, o processo contrário.

No rio Curuçá, a implantação da ponte de ferro foi descartada

Viagens maiores

Ainda segundo o site G1, os caminhoneiros estão buscando rotas fluviais alternativas para manter o abastecimento dos municípios do interior e da capital, mas estão esbarrando em três problemas: a distância maior (que aumenta o tempo da viagem) e a exploração abusiva do preço nas balsas particulares – enquanto as balsas do governo não chegam – e a vazante dos rios.
Antes da queda das duas estruturas, os motoristas faziam a viagem pela BR-319 atravessando do Porto da Ceasa, em Manaus, para o Careiro da Várzea e, de lá, acessavam a rodovia. Sem a ponte do paraná do Curuçá, eles precisam ir até Autazes por via fluvial, embarcados, para só então retomar a pista da BR-319 naquele município. O que antes durava 40 minutos, agora está levando quase oito horas.

Preços maiores

“Além do maior tempo de viagem, os caminhoneiros também sentem no bolso o desafio de enfrentar as rotas alternativas. Segundo um caminhoneiro revelou ao ÚNICO neste sábado, os “balseiros” estão cobrando R$ 2,5 mil para embarcar um ônibus e fazer a travessia e R$ 5 mil, se for uma carreta.

Obras no Autaz Mirim

Segundo informações do Dnit, o trecho do rio Autaz Mirim, na BR-319, onde uma segunda ponte desabou uma semana depois da primeira, já começou a ser aterrado para a retomada da trafegabilidade na rodovia que liga o estado ao restante do país. Por meio de nota, o Dnit informou que será necessária a retirada de dois imóveis no local para abertura de acessos e criação de um desvio para uma “passagem seca” na região.
Os moradores dos dois imóveis estão sendo atendidos pela Prefeitura de Careiro da Várzea que vai desmanchar as casas de madeiras e reconstruí-las em outro lugar.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *