Dnit abre licitação para dragagem nos rios Madeira e Amazonas

Mobilização contra a seca mobiliza esforços públicos e privados

Porto Chibatão recebe autorização para instalar píer

Nesta quarta-feira (19) à noite, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) deve abrir a licitação para a contratação de uma empresa que realizará as obras de dragagem na enseada do rio Madeira e na região do Tabocal, no rio Amazonas.

A dragagem das áreas críticas é necessária para que o leito do rio fique mais baixo e, durante a seca, as embarcações de grande calado ou mais pesadas possam passar com segurança. Na seca de 2023, muitos navios com mercadorias não conseguiram chegar para abastecer as cidades do Amazonas.

Segundo o Dnit anunciou na semana passada, as obras devem começar no segundo semestre deste ano e o contrato com a empresa vencedora terá duração de cinco anos. O objetivo é manter a navegabilidade do rio Amazonas o ano todo, seguindo o Plano Anual de Manutenção de Dragagem e Sinalização Náutica.

Iniciativa privada participa

Outra solução para evitar a falta de mercadorias para o Polo Industrial de Manaus – ou o escoamento da produção para o restante do país – está sendo formada por um pool de agentes privados e públicos.

O Porto Chibatão, por exemplo, apresentou um projeto para que seja instalado um píer flutuante provisório em Itacoatiara. A ideia foi encampada pelo Dnit, a Marinha do Brasil já autorizou e tem o apoio do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), das Associações de Praticagens, CDLM e da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa),

O projeto do Chibatão prevê um píer onde os navios possam descarregar parte da carga para ficarem mais leves e chegarem a Manaus ou descarregar e terminar o transporte por outras embarcações

Antecipação

O diretor executivo geral do Grupo Chibatão, Jhony Fidelis, destacou a importância da antecipação de medidas de combate aos efeitos da seca: “A estiagem não é algo novo e historicamente sempre houve dificuldades nesse sentido. Não podemos permitir que situações semelhantes às ocorridas em 2023 se repitam. A instalação do píer provisório oferece uma alternativa viável e segura, que se complementa à ação de dragagem planejada para as regiões do Tabocal e Enseada do Madeira”, apontou.

Presidente da Eletros cobra

O presidente da Associação dos Fabricantes de Eletroeletrônicos do Brasil (Eletros), José Jorge Júnior, se manifestou sobre a seca dos rios em suas redes sociais reforçando a necessidade da dragagem.

“A dragagem dos rios e o reforço da sinalização em trechos críticos precisam ser realizados o quanto antes, pois são fundamentais para assegurar a navegação e evitar a paralisação das operações industriais e comerciais na região”, postou ele. “É possível que estejamos prestes a enfrentar uma das maiores secas da história, com impactos negativos significativos”, completou.

Recursos federais

No final do ano passado, o vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou que o Governo Federal vai destinar recursos para a nas áreas de Tabatinga-Benjamin Constant, Codajás-Coari, Benjamin Constant-São Paulo de Olivença e Manaus-Itacoatiara, com sinalizações adequadas.


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