PRIMEIRA MÃO

Deputada empregava funcionários fantasmas que moram no exterior e foram demitidos após denúncia

DEPUTADA
Dois “funcionários fantasmas” do gabinete da deputada estadual Mayara Pinheiro (PP), que moravam no Canadá e Portugal, foram exonerados pelo presidente da ALEA

Comitê contra a corrupção vai pedir a devolução dos salários pagos aos “fantasmas”

TCE notifica Coari por contrato superfaturado para aluguel de motos

Lei do licenciamento ambiental passa na Câmara abrindo brechas para muitas polêmicas

Começa a era do l, com o início da produção no Campo do Azulão

Dois “funcionários fantasmas” do gabinete da deputada estadual Mayara Pinheiro (PP), que moravam no Canadá e Portugal, foram exonerados pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado Amazonas (Aleam), deputado Roberto Cidade (PV). Rosemary Cunha Martins é ex-mulher de Adail Pinheiro, pai de Mayara Pinheiro, e mora em Portugal. E Ryan Gabriel Silva, marido de Karen Pinheiro, irmã da deputada, mora em Toronto, no Canadá. O caso do foi descoberto após o ex-candidato a vereador por Coari, Raione Queiroz, denunciar a “mamata” no Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM).

R$ 14 mil em três meses

Os dois “funcionários fantasmas” chegaram a receber R$ 14.284,26 no período de três meses e meio em que permaneceram nomeados. O Comitê de Combate à Corrupção do Amazonas entrou com representação para que eles devolvam esses recursos aos cofres públicos. Mayara Pinheiro disse que não iria se posicionar sobre as nomeações dos parentes “fantasmas”.

Motos superfaturadas em Coari

O TCE não tem facilitado a vida da prefeita interina de Coari, Dulce Menezes, tia do ex-prefeito Adail Filho, que foi afastado do cargo pela Justiça Eleitoral e da deputada estadual Mayara Pinheiro, que contrata “fantasmas”. A conselheira Yara Lins suspendeu dois procedimentos licitatórios da Prefeitura Municipal de Coari que pretendiam alugar 30 motocicletas e adquirir combustíveis para abastecimento de veículos oficiais do município. A locação das 30 motos custaria R$ 120 mil por mês. Cada motocicleta teria o valor unitário de 4 mil, mais que o dobro da média de mercado. Com o superfaturamento explícito, Yara Lins suspendeu o contrato que seria fechado com a empresa Kaele Ltda. O outro contrato no valor de R$ 4,8 milhões para compra de combustíveis pela prefeita também foi suspenso por suspeita de irregularidades. Coari, sendo Coari.

Marcelo Ramos zoa Pazuello

O deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM) zombou com o fato de o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, pedir habeas corpus para não responder perguntas na CPI da Pandemia do Senado. “Eu fico imaginando um general que tem medo de CPI sendo convocado pra lutar numa guerra. Ainda bem que temos “generais” e generais”, postou Ramos no Twitter.

Viagem misteriosa de David Reis

O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), David Reis (Avante) não revela pra ninguém o motivo da viagem de quatro dias que fez a Brasília. Ele ficou na capital federal entre os dias 10 e 13 de maio, acompanhado de um assessor. A viagem foi autorizada, segundo o Diário Oficial da CMM, para tratar “de assuntos de interesse deste Poder Legislativo junto aos poderes constituídos, em Brasília-DF“. Nada foi postado nas redes sociais do presidente.

Mais 292 mil doses de vacina

O Amazonas recebeu na madrugada desta sexta-feira (14) mais 292.900 doses de vacina contra Covid-19. São 262.500 de AstraZeneca e 30.400 Coronavac. A destinação dessas doses ainda não foi divulgada pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas. Com isso, o Amazonas chega a 1,9 milhão de doses recebidas do Ministério da Saúde. Já foram aplicadas 1 milhão e 13 mil doses, sendo 642 mil receberam a primeira dose e 370 mil as duas doses necessárias para garantir a imunização contra a Covid-19.

A boiada passando

A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada de quarta-feira (13) o Projeto de Lei do governo federal que institui o marco geral do licenciamento ambiental que, em poucas linhas, “libera geral” a exigência de concessão das licenças ambientais, para vários tipos de projetos, principalmente os agropecuários e a pavimentação de estradas. O argumento do governo é a “desburocratização” para favorecer a economia nacional. Os opositores apostam que é uma porteira escancarada para o desmatamento, a destruição da floresta e seus impactos ambientais.

BR-319 ali no meio

Esse projeto dispensa do licenciamento ambiental, logo de cara, 13 tipos de atividades, como obras dos sistemas e estações de tratamento de água e de esgoto sanitário e obras de manutenção de infraestrutura em instalações preexistentes, como estradas. E nesse caldeirão está a BR-319, estrada que liga Manaus a Porto Velho, cuja recuperação tem sido adiada por sucessivos governos por falta de licença ambiental.

Prefeituras decidirão

Mais um item polêmico do Projeto de Lei do licenciamento ambiental, é a indicação de que caberá às prefeituras e aos governos estaduais decidirem quais obras, projetos ou empreendimentos deverão ser, obrigatoriamente, licenciados. Esse item abre oportunidade para um vale-tudo entre municípios e estados que poderão aprovar projetos danosos ao meio-ambiente tranquilamente, sob a rubrica de atração de investimentos econômicos.
O projeto é complexo e polêmico. Agora é torcer para que o Senado avalie melhor as proposituras do governo federal, aprovadas em um ano em que os países do mundo inteiro irão participar da reunião mundial pelo clima, que vai começar em setembro, nos Estados Unidos, pedindo justamente o fim do desmatamento.

Bancada do “sim”

Entre os oito deputados federais do Amazonas, seis votaram a favor do PL do licenciamento ambiental. Apenas Zé Ricardo (PT) votou contra e Silas Câmara não votou. O deputado Marcelo Ramos (PL-AM) justificou seu voto favoráve ao projeto, lembrando da recuperação e pavimentação da BR-319. E o petista Zé Ricardo discursou contra destacando que é “a porteira escancarada para a devastação da Amazônia”.

Maciel e o garimpo

Para as intenções do deputado estadual Cabo Maciel, o projeto do fim do licenciamento ambiental cabe como uma luva. Ontem (13) ele discursou na tribuna da Assembleia Legislativa defendendo a legalização dos garimpos que existem no sul do Amazonas, no entorno dos municípios de Novo Aripuanã, Humaitá e Manicoré. Lá, no mês de maio começam a chegar balsas gigantes com extratores de ouro, todas ilegais. Maciel defende que a legalização vai abrir mais vagas de empregos. O garimpo não está na lei de licenciamento ambiental, mas pode entrar, se depender do parlamentar.

O drible de Cidade

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Roberto Cidade, mostrou ontem que aprendeu bem a lição de como driblar a vigilância da bancada da oposição no plenário. Convocou para seu gabinete o comandante geral da PM, coronel Ayrton Norte, que vinha sendo chamado há semanas para esclarecer questões salariais e de promoção da tropa, mas se recusava a ir ao plenário. Para essa conversa, os deputados da oposição não foram convidados e só ficaram sabendo quando a reunião acabou, gerando protestos e gritaria no plenário. Mas, tudo já estava sob panos quentes.

Começa o ciclo do gás natural

O governador Wilson Lima (PSC) anunciou em suas redes sociais ontem que recebeu a notícia de que a Eneva iniciou a produção de gás natural no Campo do Azulão, localizado entre os municípios de Silves e Itapiranga. Lima considerou “uma das mais importantes notícias não só para o Amazonas, mas também para toda a região amazônica”. Lima tem apostado na exploração do gás natural como uma mudança não apenas da matriz energética do Amazonas, mas também uma possibilidade de nova matriz econômica.


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