Delegado revela que Djidja foi torturada pela mãe

Mensagens nos telefones confirmam tortura

Segundo veterinário é indiciado no inquérito

O delegado titular do 1º DIP, Cícero Túlio, fez novas revelações sobre o caso Djidja nesta quinta-feira (20), acrescentando ao caso a denúncia de tortura que foi praticada contra a ex-sinhazinha pela mãe, Cleusimar e o irmão Ademar Cardoso.

Segundo o delegado, a tortura foi descoberta a partir de conversas registradas nos celulares dos acusados e se configurou no fato de que, mesmo sabendo a situação de “quase morte” de Djidja, a mãe e o irmão não fizeram nada para ajudar.

“Ela (Djidja) estava em estado terminal e a partir da análise do conteúdo dos aparelhos telefônicos conseguimos a confirmação e a constatação de que existia o crime de tortura”, disse Cícero Túlio.

Os crimes

Cleusimar, Ademar e os demais indiciados no inquérito policial estão listados em 14 crimes:
Tráfico de drogas;
Associação para o tráfico;
Perigo para a vida ou saúde de outrem;
Falsificação, adulteração ou corrupção de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais;
Aborto provocado sem consentimento da vítima;
Estupro de vulnerável;
Charlatanismo;
Curandeirismo;
Sequestro e cárcere privado;
Constrangimento ilegal;
Favorecimento pessoal;
Favorecimento real;
Exercício ilegal da medicina;
Tortura com resultado morte.

Os indiciados

Ademar Farias Cardoso Neto, irmão de Djidja Cardoso.
Cleusimar Cardoso Rodrigues, mãe de Djidja.
Verônica da Costa Seixas, gerente do salão de beleza Belle Femme.
Marlisson Vasconcelos Dantas, cabeleireiro do mesmo salão.
Claudiele Santos da Silva, maquiadora do mesmo salão.
Bruno Roberto, ex-namorado de Djidja.
Hatus Silveira, se identificava como personal trainer de Djidja.
José Máximo de Oliveira, dono da clínica veterinária Maxvet, suspeita de fornecer cetamina para a família Cardoso.
Sávio Pereira, sócio de José Máximo na clínica veterinária Maxvet.
Emircley Júnior, funcionário da clínica veterinária Maxvet.

Mais um veterinário

Roberleno Fernandes, dono da clínica veterinária Casa do Criador, também é suspeito de fornecer cetamina para a família Cardoso. Ele foi o segundo veterinário indiciado neste caso, nesta quinta-feira (20).


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