Defensoria Pública acompanha caso de estupro em hospital em Itacoatiara

Direção do hospital identificou e afastou o suposto agressor

Defensores vão sugerir providências coletivas e individuais para evitar situações semelhantes

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) informou que está prestando assistência à grávida que denunciou à polícia ter sido vítima de violência sexual dentro do Hospital Regional José Mendes, no município de Itacoatiara. Os defensores públicos Murilo Monte,Oswaldo Neto e Gabriela Gonçalves, que atuam no Polo do Médio Amazonas, em Itacoatiara, estão requisitando informações sobre o caso.
A Defensoria quer saber o que foi apurado pela direção do Hospital Regional José Mendes, se houve identificação do suposto autor do fato; se, em caso positivo, qual providência foi tomada; se o suposto autor é servidor do quadro do hospital; se, em caso positivo, qual providência no aspecto administrativo/funcional foi tomada; qual medida de apoio/acolhimento foi adotada para com a mulher gestante vítima da violência sexual; além de outros esclarecimentos que o hospital achar necessário.

Dopada e estuprada

De acordo com o relato da jovem de 24 anos, à Polícia Civil, o crime teria acontecido na última segunda-feira (25), por volta das 5h. Ela deu entrada no hospital após consumir duas cartelas de dipirona. Na ocasião, a mulher foi encaminhada para uma sala de reanimação, onde ficou com vários aparelhos conectados ao seu corpo.
Dopada pelo excesso de dipirona, a vítima adormeceu e, quando acordou, estava sendo tocada em suas partes íntimas pelo técnico de enfermagem que a atendia. Ela disse que sentiu dores e foi violada. O técnico saiu correndo e foi identificado posteriormente.

Hospital responde

Em resposta à requisição da Defensoria, a direção do hospital disse que procedeu com o encerramento do contrato do suspeito com o município e com o afastamento imediato deste pelo período de 30 dias, além da apuração dos fatos e envolvidos através de sindicância interna.

A direção também informou que solicitou a instalação de processo ético-disciplinar junto ao Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas (Coren-AM), entre outras medidas para apuração da denúncia e de suporte psicológico, de serviço social e de atendimento de saúde para a gestante.


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