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29 de fevereiro, um dia a mais, aproveite

Por: Luiz Thadeu Nunes de Silva

Engenheiro agrônomo e viajante do mundo

Da pacata Leusden à trepidante Shangai

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Deixei a pequena e pacata Leusden, na Holanda, em uma manhã fria e melancólica, com flocos finos de neve. Peguei o trem para o aeroporto de Schiphol, na trepidante Amsterdam. Em meia hora tinha deixado Leusden e estava dentro de um maiores aeroportos da Europa. Me encanta essas comodidades de lugares desenvolvimentos.


Fiz check-in para um voo da Luftansa que me traria para Munique, em rápida escala até o destino final, Shangai, China.
Ainda no aeroporto de Schiphol li sobre a morte do jogador Franz Beckenbauer, considerado o maior nome da história do futebol alemão, que morreu na noite de domingo, dia 07, aos 78 anos. Um comunicado da família divulgado pela imprensa alemã, sem detalhes sobre a causa da morte, apenas indicando que o ex-atleta morreu dormindo.
Segundo a mídia, Beckenbauer enfrentava muitos problemas de saúde nos últimos anos. Ele sofreu muito com a morte de seu filho Stephan, 46 anos, em 2015.


Se especula se o Kaiser, como era chamado, teve um Infarto ocular, passou por operações cardíacas e tinha demência associada à doença de Parkinson.
Beckenbauer é um dos grandes ídolos da história do futebol alemão, campeão mundial com a seleção do país em 1974, dois anos depois de conquistar a Eurocopa. Como jogador, era referência histórica do Bayern de Munique, onde atuou por 13 anos e conquistou uma série de títulos.
Passo pelo aeroporto de Munique e nenhum sinal do falecimento do filho ilustre.
Em um voo de dez horas, desembarquei em Shangai, última etapa desta trip por três continentes.
Já estive em Shangai em 2017, vim acompanhado do dileto amigo paulistano Elson Possi.


Estou só desta vez, e como vou passar quatro dias na cidade, as informações eram que não necessitava de visto para permanecer em solo chinês por até seis dias. No desembarque, como sempre faço, peço cadeira de rodas. Faço uso delas, pois facilitam minha vida, e agilizam na imigração e alfândega.
Na imigração, preencho o formulário de entrada, com o dados necessários sobre dias e local onde vou me hospedar. A agente pergunta pelo visto de entrada, e como digo que não tenho pois só ficarei quatro dias, me encaminha para seu superior. O jovem que me conduzia na cadeira de rodas, fotografa o questionário em mandarim, e traduz para o português, facilitando minha vida. Tudo devidamente esclarecido, sou liberado.


No saguão do aeroporto não encontro o transfer que contratei pela internet. Me dirijo ao balcão de informações, o jovem responsável, com o auxílio do smartphone, traduz toda nossa conversa, e me orienta como pegar um táxi para o hotel.
Apenas com o cartão de crédito, pago o motorista; ele acomoda a mala no bagageiro do carro, me dirijo para o hotel, no centro da megalópole Shangai.
Chego no hotel, faço check in, sou conduzido para o apartamento que fica no 35° andar. É noite; do alto vejo as fascinantes e coloridas luzes da cidade.
Como a tecnologia facilitou minhas andanças pelo mundo.


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