Curta vai contar a história de moça assassinada no Carnaval de 1915

Ária Ramos levou um tiro enquanto se apresentava em um baile

Diretor vai resgatar uma das histórias mais misteriosas de Manaus

Em fevereiro de 1915, dia 17, numa terça-feira de Carnaval, a jovem Ária Paraense Ramos, de 18 anos, foi assassinada com um tiro enquanto tocava seu violino no Ideal Clube – hoje transformado em Teatro Gebes Medeiros – na avenida Eduardo Ribeiro, no centro histórico de Manaus.

Essa história que ultrapassou gerações e é sempre lembrada no período momesco, vai ganhar uma versão em curta metragem pelas mãos do diretor Cleinaldo Marinho, batizada de “Ária – Fazendo a Vida Viver”.

Contexto histórico

“Quero mostrar o contexto no qual a Ária estava inserida, já que ela nasceu em 12 de agosto de 1896, quatro meses antes de o Teatro Amazonas ser inaugurado, no auge do ciclo da borracha, e morre em seu declínio. Então, esse momento é incrível e crucial para que o filme aconteça. Uma artista, mas que não se rendia aos preconceitos e regras daquela época”, destacou o diretor.

Crime sem solução

Segundo os inúmeros relatos obtidos pelo diretor, Ária morreu vítima de um tiro, no momento em que se apresentava com a valsa “Subindo ao Céu”. Tudo indica que o autor foi o pianista Aristides Manuel Borges. Alguns dizem que se tratou de “um tiro de amor” em decorrência de um suposto triângulo amoroso. Outros dizem que foi algo acidental. O crime nunca foi solucionado.

Filmagens

As filmagens vão começar na primeira quinzena de maio, e irão ocorrer em locais históricos de Manaus, tais como o Teatro Amazonas, o Hospital Santa Casa de Misericórdia, a Rua Bernardo Ramos e o Palácio da Justiça.

“Já os testes para a escolha de elenco serão realizados nos dias 2 e 3 de março”, finalizou Cleinaldo.

A produção, contemplada pela Lei Paulo Gustavo, tem o apoio do Governo do AM, Conselho Estadual de Cultura, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Diretor Cleinaldo Marinho vai contar a história da jovem assassinada (Foto: Divulgação)

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