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Notícia quente, muito quente.

Por: João Melo Farias

João Melo Farias Poeta e indigenista.

Cultural Parintins

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Doce favo
Corrente das colmeias;
Sal correndo do rosto
Da raça dos lavradores
Para retirar o doce da terra;
Palavra que se reproduz
Pelos doces fios da vida.

A Cultura
Desde as pinturas rupestres
Ou as raras telas dos museus;
Das pontas de sílex
Aos foguetes espaciais;
Provaram a evolução
Da alma e mente,
Homens e mulheres,
Nós, os humanos
Em crescente progressão.

Cultura
Arte necessária,
Tempero de gente
Para o viver melhor;
Cantada em toadas
Crias dos menestréis
Lindolfo e Vavazinho;
Rimadas em versos e prosas
Ditas em papel mata-borrão
Pelo poeta Tonzinho
Que dizia só morrer
De saudade da saudade
Dos mais antigos amores.

A Cultura
Escrita e clássica
Movem as massas
Criativa dos caboclos
Do estado das artes
Que os “Filhos da Ilha”
Todos os dias seguem.

Cultura,
Expressão presente
No seio das humanidades,
Território da terra mãe.
Cultuada permanente
Na voz ímpar do ilustre
Tenor da Ilha: David Assayag.

Cultura
Herança dos cantos indígenas
Dos donos primeiros da Ilha:
(Curiató, Yurimágua e Paguana)
Dominados pelos Tupinambá
Geraram os Tupinambaranas,
Nós, os Filhos de Parintins.
Herdamos a mestiçagem,
Da Guerra dos Cabanos,
O negro da Cabanagem
E do português invasor
Ganhamos a caboquice
E o legado de nossa tez.
Por isso seguimos
O caminho final do rio
Até sua evolução no mar
Onde o doce das Águas,
O rio das Amazonas,
É todo engolido de sal.

A Cultura
Cantada nas cantigas de roda
De Tadeu Garcia, Inaldo Medeiros,
Ermerson Maia e Fred Goes,
Poetas da Baixa da Xanda;
Os Carlos Paulain e J. Portilho,
Ronaldo Barbosa e Chico da Selva
Nobres do Bairro dos Franceses;
Criadores de poesias e entoadas
Embaladas nas redes de dormir
E hoje postadas nas redes sociais.

Cultura
Dos escambos das flores
Das festas das pastorinhas
Celebração do Reisado
Paixão de dona Sila Maçal
Num cordão de pássaros
De um distante jovem
Desconhecido, Bigorrilho,
Animando os terreiros;
Nas gangues das quadrilhas
Regadas a rizadas e meiotas
Para Xisto Pereira e GuzzI.

Cultura
Lembrança do tempo da JAC
Iniciativa de Raimundo Muniz
E Padre Augusto Gianola
Gênese Folclórica e dual
De Garantido e Caprichoso,
Signo maior da cultura
Popular do Povo da Ilha.

Cultura
Segue dinâmica
Ancorada na transformação,
Movido ao vento da internet;
Formatadas por mãos
Que vergam o ferro,
Forjam o frágil isopor,
Recriam no papelão
Com cola, tinta e muita
Criatividade no tutiço
Para teatralizar interior
Mitos tribais amazônicos
Os encantados dos rios
Ou no seio das florestas;
Artistas autodidatas
Que criam fazendo
A brincadeira de criança:
Jair Mendes e Juarez Lima.

Cultura
Que molha os nossos olhos
Espichados de parintinenses;
Para brindar todos os anônimos
Queremos em dois nomes
Estender a todos os Criadores,
Cultores das artes do falar, poetar,
Pintar, soldar, cantar, namorar,
Enamorar e encantar de amor
A arte de bem viver a vida:
Willian Lioca, o Lamparineiro
E Adolfo Laurindo, o Cantador.

Viva o Folclore Caboclo!
Viva a cultura motriz
De nossas vidas
E nos abriu as portas
Para o mundo (nos) ver!

João Melo Farias
Ixé Tupinambarana

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