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A importância das hidrovias

Por: Michele Lins Aracaty e Silva

Economista, Doutora em Desenvolvimento Regional, Docente do Departamento de Economia da UFAM, ex-vice-presidente do CORECON-AM.

COP28 e o futuro da Amazônia

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A Conferência das Partes (em inglês, Conference of the Parties) conhecida pela sigla COP é o encontro da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (no termo original, United Nations Framework Convention on Climate Change – UNFCCC). O evento iniciou em 1995 e está na sua vigésima oitava edição.

A COP ocorre anualmente com a presença de 198 países e de 200 líderes que ao longo de duas semanas tem o dever de avaliar a situação das mudanças climáticas no planeta, propor soluções e iniciar o processo de negociação de possíveis acordos.

Entre os compromissos da COP28 que neste ano ocorre nos Emirados Árabes, temos: apresentar a evolução dos países associados em relação às metas assumidas no Acordo de Paris, em 2015 (na COP21), quando os países-membros se comprometeram a limitar a elevação da temperatura do planeta a 1,5°C até 2050. Além disso, o encontro tem o propósito de discutir e desenvolver soluções concretas através da redução e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas que impactam sobre o meio ambiente e populações humanas.

Qual a relação da Amazônia com a COP28? A Amazônia tem sido objeto de debates calorosos sobre a mudança do clima no mundo, devido a sua biodiversidade, sua influência no sistema climático global bem como da necessidade de proteção de sua população tradicional.

Ademais, a Amazônia desempenha um papel crucial na absorção de carbono e na regulação do clima. A perda da cobertura florestal impacta no regime climático atingindo a fauna e a flora.

De forma irônica a Amazônia objeto de preocupação mundial é a mesma que no ano de 2023 foi protagonista da “crise climática” apresentando a maior estiagem da história que em poucos meses escalou para uma calamidade socioambiental, causando a mortandade de peixe e botos e impactando na vida de aproximadamente 500 mil pessoas dos diversos estados amazônicos. Segundo especialistas, a seca prolongada e fora do normal está relacionada ao fenômeno El Niño.

A participação do Brasil na COP28 está embasada em três pilares: mudanças climáticas, proteção ambiental e transição energética. Além disso, direcionará a discussão para a COP30 que ocorrerá em 2025 no Brasil e na Amazônia onde teremos a oportunidade de mostrar os avanços das políticas de mitigação do aquecimento global e o progresso rumo ao desmatamento zero (até 2030).

Por fim, A COP28 é mais uma oportunidade para firmar o compromisso dos países membros com o futuro da Amazônia e da humanidade.

MICHELE LINS ARACATY E SILVA, Economista, Doutora em Desenvolvimento Regional, Docente do Departamento de Economia da UFAM, ex-vice-presidente do CORECON-AM.


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