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Reduflação: menor quantidade pelo mesmo valor

Por: Michele Lins Aracaty e Silva

Economista, Doutora em Desenvolvimento Regional, Docente do Departamento de Economia da UFAM, ex-vice-presidente do CORECON-AM.

Cidades e comunidades sustentáveis

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A preocupação com as cidades e o bem-estar dos habitantes atende ao ODS – 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis e faz parte da Nova Agenda Urbana (NAU) apresentada em 2016 na Conferência Habitat-III.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) até 2050 a maior parte da população mundial estará geograficamente concentrada em grandes centros urbanos o que demandará um esforço de todos em adaptar estes espaços para o enfrentamento de catástrofes ambientais e futuras pandemias.

Tanto a Agenda 2030 quanto a Nova Agenda Urbana (NAU) propõem a adaptação dos espaços urbanos com base no tripé da sustentabilidade dando o mesmo peso e importância às dimensões ambiental, social e econômica com foco num modelo de desenvolvimento sustentável.

Uma cidade bem planejada, administrada e financiada pode criar benefícios econômicos, sociais, ambientais e de governança (ESG), melhorando a vida das pessoas e contribuindo para o enfrentando dos efeitos das mudanças climáticas, redução da pobreza, da desigualdade e do desemprego.

O desenvolvimento urbano sustentável, guiado para o Desenvolvimento Sustentável e apoiando-se em conceitos como Resiliência urbana e adaptação climática, se espalha em diversas propostas de modelos urbanos, como: cidades verdes, cidades adaptáveis, cidades resilientes, entre outros. Sendo as Cidades Sustentáveis a proposta mais avançada e direta resultante dessa discussão.

Bom, mas o que seria uma cidade sustentável? Uma Cidade Sustentável é definida como aquela capaz de evitar a degradação e manter a saúde de seu sistema ambiental, reduzir a desigualdade social e prover a seus habitantes um ambiente construído saudável” (FERREIRA, 2017, p. 09).

Uma cidade sustentável depende de esforços conjuntos entre governos, ONG’s, iniciativa privada e cidadão e sugere aperfeiçoamento constante de soluções para o desenvolvimento sustentável.

Entre os principais desafios a serem enfrentados pelos grandes centros urbanos destacamos: aliar a tecnologia para uma mobilidade urbana mais inclusiva (PCD’s) ampliando e diversificando os mais diversos modais, revitalização do centro histórico com ocupações residenciais, melhorar a segurança nas áreas centrais, alternativas para atrair investimentos na área da tecnologia e inovação, planejamento urbano e social com foco no bem-estar da sociedade, incentivo à criatividade, à inovação e ao empreendedorismo, possibilitar acesso à energia elétrica, internet de qualidade, educação, saúde e saneamento básico e melhorar o percentual de reciclagem gerando emprego e renda com base na economia circular e economia verde.

Entre as principais cidades sustentáveis no mundo, destacamos: Oslo (Noruega), Estocolmo (Suécia), Tóquio (Japão), Copenhague (Dinamarca) e Berlim (Alemanha). No Brasil, Curitiba se destaca pois incluiu mudanças estruturais nas áreas de transporte público, uso de espaço público, gestão de resíduos e capacitação profissional em seu Plano Diretor.

Por fim, necessitamos que as cidades sejam capazes de abrigar moradores e visitante de forma digna promovendo a integração destes com espaços urbanos saudáveis e seguros.

MICHELE LINS ARACATY E SILVA, Economista, Doutora em Desenvolvimento Regional, Docente do Departamento de Economia da UFAM, ex-vice-presidente do CORECON-AM.


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