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A importância das hidrovias

Por: Michele Lins Aracaty e Silva

Economista, Doutora em Desenvolvimento Regional, Docente do Departamento de Economia da UFAM, ex-vice-presidente do CORECON-AM.

Cidade inteligente, sustentável e resiliente

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Uma cidade é considerada inteligente quando os investimentos em capital humano, social, infraestrutura de comunicação tradicional (transporte) e modernidade impulsionam o crescimento econômico sustentável que induzem a qualidade de vida e interligam por meio de governança participativa o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs).

Já existe muita discussão acerca das cidades inteligentes, mas o que sabemos é que uma cidade precisa ser inteligente, sustentável e resiliente para atender aos anseios não somente dos moradores, mas de todos que habitam os espaços urbanos.

As cidades sustentáveis ou resilientes constituem uma tendência de crescimento que, junto ao chamado do desenvolvimento sustentável (New Urban Agenda e Acordo de Paris), torna essencial não só moldar novos sistemas e padrões de produção e consumo, como também a solução de questões globais e locais (Agenda 2030, no ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis).

A proposta é que os polos urbanos gerem um amplo leque de possibilidades para dinamizar as economias, desenvolver soluções inovadoras e criar condições para garantir qualidade de vida às populações através da governança e do planejamento urbano com foco em novas políticas públicas e oportunidades de negócios, possibilitando assim, a inclusão socioeconômica, estímulo à inovação bem como a implementação de projetos de desenvolvimento e de melhoria de infraestruturas.

A capital do Amazonas bem como os demais centros urbanos precisam se adaptar para os desafios impostos neste novo século: melhorar a educação e a qualificação do capital humano regional; interligação tecnológica e da inovação entre o PIM e os municípios do interior; estimular eventos e feiras com foco na tecnologia, inovação e agregação de valor aos produtos da floresta; gerar emprego e renda sustentáveis no interior.

No que tange à infraestrutura, melhorar o serviço de transporte público e ciclovias; intensificar a ocupação dos espaços urbanos abandonados transformando-os em centros culturais e educacionais; melhorar o serviço de saúde e ampliar o quadro de profissionais para o interior; fazer uso mais racional da tecnologia e banda larga (5G) em escolas, centros culturais e iluminação pública; ampliar o acesso à política de saneamento básico, coleta de resíduos urbanos e de habitação e arborização.

Na questão econômica, incentivar a economia criativa; economia verde; empreendedorismo feminino e sustentável; buscar parcerias para explorar economicamente (turismo) os igarapés ou como alternativa de transporte fluvial urbano; fazer valer as potencialidades regionais e explorar o polo naval com formação de capital humano, renda e riqueza regionais;

A trajetória a ser percorrida por Manaus se junta aos desafios que inúmeras outras capitais do Brasil e demais cidades do mundo enfrentarão já que todas irão se deparar com espaços urbanos cada vez mais habitados e terão que aprender a conviver com os efeitos das mudanças climática cada vez mais intensos.

Por fim e não menos importante está a necessidade de se ter uma cidade que seja capaz de evitar a degradação e manter a saúde de seu sistema ambiental, reduzir as vulnerabilidades sociais, buscar uma solução para os problemas infraestruturais e promover um ambiente saudável e sustentável para todos.

O conteúdo deste artigo é de inteira responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do ÚNICO


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