Cantora defende fim das paródias nas campanhas eleitorais

Marisa Monte não quer ver sua música usada como base para peças políticas

Ela participou de audiência no Tribunal Superior Eleitoral

Fábio Rodrigues
Especial para o ÚNICO

Brasília (ÚNICO) – Na terceira e última audiência pública realizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, para acatar sugestões da sociedade ao processo eleitoral, a cantora Marisa Monte se destacou ao defender a proibição do uso de suas músicas para produção de jingles e paródias eleitorais.

Ela participou da audiência via teleconferência e chegou a “engasgar” quando falava sobre a possibilidade de uma música sua ser utilizada para se fazer paródias em campanhas eleitorais.

Desvio de finalidade

Para a cantora, quando as paródias são usadas como propaganda, há um desvio de finalidade — do humor para a promoção de um candidato, partido, ideologia.

“Isso pode gerar potencialmente uma série de associações bizarras entre personalidades, entre ideologias, entre partidos, candidatos, numa clara violação moral para os autores”, alertou a cantora, que enfatizou não ter “como dissociar o direito do uso da minha criação da minha pessoa”’.

Tortura

Monte descreveu como uma “tortura moral e psicológica” a existência de um cenário em que um candidato com o qual não compartilha valores e ideais pode travestir uma canção de sua autoria de paródia e usá-la numa campanha.

“Me sinto violentada com a possibilidade de a minha obra ser utilizada compulsoriamente, adulterada, ainda mais com todas as possibilidades que a inteligência artificial vai trazer, numa campanha política eleitoral”.

TSE ainda vai analisar

A artista propôs que seja direito do autor impedir a utilização de sua obra por meio de paródias e jingles e de não ter sua imagem associada a partidos, candidatos e ideologias. O TSE ainda vai analisar a sugestão.


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