WhatsApp Image 2023-02-25 at 12.11.51 (1)
Novas políticas habitacionais são desafios

Por: Juscelino Taketomi

Jornalista, há 28 anos servidor da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam)

Calendário Gregoriano

A desconexão humana dos ciclos cósmicos

Desde os primórdios da civilização, os seres humanos têm buscado compreender e acompanhar os padrões do Universo em que está situado o planeta Terra. Um desses esforços resultou na criação de sistemas de calendário, que não apenas ajudavam a organizar a vida diária, mas também refletiam a conexão entre os ritmos da natureza e as atividades humanas.

No entanto, o advento do Calendário Gregoriano representou um ponto de ruptura nessa sincronicidade cósmica, afastando-nos do ciclo lunar e introduzindo um padrão artificial que ignora aspectos fundamentais dos ritmos naturais.

Os Maias, uma civilização mesoamericana altamente desenvolvida, entenderam profundamente a importância dos ciclos lunares e solares. Seu calendário, intricadamente conectado com os movimentos celestes, refletia uma visão holística do tempo.

Eles dividiram o ano em 13 meses de 28 dias cada, alinhando-se assim com os ciclos lunares. Esta abordagem, muito diferente do Calendário Gregoriano que conhecemos hoje, permitia uma compreensão mais precisa e harmoniosa dos ritmos naturais.

O Calendário Gregoriano, introduzido pelo Papa Gregório XIII em 1582, substituiu o antigo Calendário Juliano, pretendendo corrigir supostas imprecisões no calendário anterior, particularmente no que diz respeito à Páscoa.

Só que, ao fazer isso, o Calendário Gregoriano não apenas desconsiderou os princípios dos ciclos lunares, mas também perpetuou um modelo que destruiu o alinhamento do homem com a natureza.

Exclusão da 13ª Lua

Um dos aspectos mais marcantes da desconexão entre o Calendário Gregoriano e os ciclos cósmicos é a exclusão da 13ª Lua.

Enquanto os Maias e muitas outras culturas reconhecem a importância desse ciclo adicional, o calendário moderno o ignora completamente, forçando-nos a aceitar um modelo de 12 meses desigual em termos de dias. Isso não apenas interrompe a harmonia com os ciclos lunares, mas também sugere uma abordagem fragmentada e arbitrária do tempo.

Por outro lado, o Sincronário das 13 Luas oferece uma alternativa fascinante e profundamente conectada com os ritmos naturais.
Baseado nos ensinamentos dos Maias, este calendário sincroniza os ciclos lunar, solar e galáctico, começando em 26 de julho de cada ano. Essa data, marcada pela conjunção do nascimento da estrela Sírius com o nascer do Sol, representa um momento poderoso de renovação e realinhamento com o Cosmos.

A adoção do Sincronário das 13 Luas não é apenas uma questão de reverência aos antigos conhecimentos, mas também uma resposta ao desequilíbrio e à desconexão que o Calendário Gregoriano introduziu em nossas vidas.

Se o calendário convencional pode servir a propósitos práticos de organização social e econômica, ele falha em capturar a totalidade e a beleza dos ritmos naturais que influenciam nossas vidas de maneiras sutis e profundas.

Interesses espúrios

Além disso, é interessante observar que a adoção do Calendário Gregoriano foi acompanhada por outras mudanças institucionais, como a supressão da crença na reencarnação em algumas tradições religiosas.
Isso sugere uma narrativa mais ampla de controle e manipulação que vai além da simples organização do tempo. A desconexão dos ciclos cósmicos pode servir aos interesses daqueles que buscam manter a humanidade em um estado de alienação e subjugação.

Em última análise, a escolha entre o Calendário Gregoriano e o Sincronário das 13 Luas vai além de uma preferência pessoal ou conveniência prática. Reflete uma decisão sobre como nos relacionamos com o Universo e com nossa própria essência como seres integrados ao cosmos.

Talvez seja hora de reconsiderarmos nossos padrões de tempo e nos reconectarmos com os ritmos naturais que moldaram e continuam a sustentar a vida no planeta Terra.


Qual sua Opinião?

Confira Também