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A reunião do TRE-AM e os critérios para a realização de pesquisas eleitorais no Amazonas

Por: Juscelino Taketomi

Jornalista, há 28 anos servidor da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam)

Brasil e os 7 a 1 de 2014: uma década de promessas não cumpridas

Neste dia 8 de julho de 2024, um dia após a desclassificação precoce da Copa América deste ano, o Brasil marca o décimo aniversário da fatídica goleada de 7 a 1 sofrida pela Seleção Brasileira na semifinal da Copa do Mundo de 2014 contra a Alemanha. Um evento que não só manchou a história do nosso futebol, mas também expôs a fragilidade estrutural e administrativa do país.

Na época, a petista Dilma Rousseff estava no poder e, após ser reeleita em 2014, foi destituída em 2016 por um conturbado processo de impeachment no Congresso Nacional. Seu governo deixou um legado caracterizado por promessas vazias de modernização do futebol e grandes obras de infraestrutura que nunca se concretizaram.

O custo das novas arenas foi de aproximadamente 8,4 bilhões de reais, segundo a revista Exame, muitas das quais ficaram inconclusas.

Desde então, passamos pelos governos de Dilma, Michel Temer, Jair Bolsonaro e agora Lula, sem que nada realmente mudasse. A goleada de 7 a 1 tornou-se uma metáfora para a negligência e o desvio de dinheiro público que continuaram a assolar o país. Das 82 obras previstas na Matriz de Responsabilidades da Copa, apenas 20 foram concluídas, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo, deixando milhões de torcedores frustrados.

Elefantes brancos e prejuízos

As arenas se transformaram em verdadeiros elefantes brancos em cidades como Natal, Manaus, Cuiabá e Brasília. A Arena Pantanal em Cuiabá, por exemplo, custou R$ 626 milhões e foi simplesmente esquecida pelo Poder Público.

A Arena Pernambuco acumulou prejuízo de R$ 54,1 milhões, enquanto o Maracanã registrou a conta ruim de R$ 77,2 milhões em 2014. Essas cifras refletem a extensão do desperdício de recursos públicos.

Os projetos de BRTs, VLTs e monotrilhos, que prometiam revolucionar o transporte público em várias cidades, ficaram pelo caminho. Manaus continua com um dos piores sistemas de transporte público do mundo, onde os ônibus superlotados, conhecidos como “sardinha em lata”, são cenário diário de assaltos e desconforto para os passageiros.

Ódio e indignação

Em 2014, a imprensa internacional elogiou a organização da Copa, mas esses elogios rapidamente se transformaram em críticas diante do saldo negativo do evento. Hoje, ao lembrarmos dos 7 a 1, com ódio e indignação, recordamos também a herança de elefantes brancos e escândalos de corrupção que continuam a assombrar o contribuinte brasileiro.

Uma década depois, ainda pagamos o preço por gestões marcadas pela incompetência e pelo descaso com o dinheiro público, descaso que sempre resulta em horrendos sacrifícios ao pobre contribuinte brasileiro, massacrado pelos maus resultados do país nos gramados e na execução das políticas públicas governamentais.


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