PRIMEIRA MÃO

Botão da Band venceu o debate

Botão da Band venceu o debate
Ao tentar inovar usando um Botão para marcar o início das falas dos candidatos a prefeito de Manaus, a Band Amazonas deu um nó na cabeça e atrapalhou geral os prefeituráveis e até mesmo o mediador do programa

Novidade do debate se transformou no botão do pânico dos prefeituráveis

Sem diagnóstico preciso dos problemas da cidade, candidatos minimizam propostas e partem para o ataque

Ao tentar inovar usando um Botão para marcar o início das falas dos candidatos a prefeito de Manaus, a Band Amazonas deu um nó na cabeça e atrapalhou geral os prefeituráveis e até mesmo o mediador do programa. Se dedicou mais tempo sobre o funcionamento do botão do que para as soluções dos graves problemas da cidade. O debate revelou que os candidatos não fizeram o dever de casa e não tem um diagnóstico preciso dos principais problemas e muito menos solução para resolvê-los. Temas que não competem diretamente ao prefeito – como a BR 319, segurança pública e eleição presidencial – foram expostos, indicando que os candidatos preferem discutir o sexo dos anjos ao invés de debater os problemas da cidade. Passaram a impressão de que não sabem a verdadeira competência de um prefeito. A sorte dos candidatos é que o programa teve baixíssima audiência.

Marcelo Amil, o brincante

O candidato do PCdoB abusou da paciência dos adversários e dos telespectadores ao exigir perguntas específicas, nos mínimos detalhes. Tentou ser engraçado mas não conseguiu . Passou o debate brincando de Passa ou Repassa e falando da Ponta Negra.

David punido com direito de resposta

Davi Almeida, com discurso decorado, se enrolou quando foi questionado por Ricardo Nicolau sobre cirurgias superfaturas em mais de 1.000% no seu governo interino. Teve dificuldades para explicar e partiu pra agressão, chamando Nicolau de Leviano. Foi punido com a concessão de direito de resposta pela banca de advogados.

Ricardo e o seu patrimônio

Ricardo Nicolau se mostrou muito nervoso quando questionado sobre seu parco patrimônio declarado ao TRE. Não respondeu de forma firme e exigiu que os temas abordassem os problemas da cidade e não picuinhas. Como São Pedro, Nicolau renegou os aliados. “Eu me represento”, disse quando perguntavam sobre seus apoiadores. Tentou trazer a discussão para a saúde, onde se sente mais a vontade para o debate.

O careca na marcha lenta

O candidato do Patriota, Coronel Menezes, estava em marcha lenta e pouco à vontade. Quis trazer Bolsonaro para o debate, mas acabou tendo que explicar porque foi demitido pelo ídolo do comando da Suframa. “Não fui demitido, pedi demissão”, tergiversou. Perdeu a oportunidade de mostrar que tem algo a mais que ser amigo do presidente.

Alfredo, o malandro !

Alfredo Nascimento (PL) foi chamado de malandro por Romero Reis (Novo), reagiu e fez muitas promessas: de ressuscitar o programa Médicos da Família, consertar o sistema de transporte coletivo e armar a guarda municipal. Alfredo prometeu ser um prefeito melhor do que foi em três oportunidades. Malandramente, foi o que mais prometeu.

O homem da kombi seguiu o script

José Ricardo (PT) se mostrou firme, mas não esconde ficar em saia justa quando é lembrando que é do “partido mais corrupto da história do Brasil”. Deixou claro que vai fazer uma campanha direcionada para as classes D e E, mas com olho nos fiéis da igreja católica e integrantes dos movimentos populares.

Romero Reis e seu mundo paralelo

Romero Reis (Novo) tem discurso de executivo da iniciativa privada. Fala muito em gestão, enxugamento dos gastos com pessoal, mas demonstra desconhecer os problemas da população da periferia. Se continuar assim, vai se manter entre os lanternas. Discurso de quem é apenas dono de empresa: eu mando, você obedece. Num debate onde um simples botão criou dificuldades para todos, disse que pretende administrar Manaus com aplicativos.

Capitão Alberto Neto travado

Capitão Alberto Neto mostrou que é bom nas redes sociais, mas fraco na tv. Começou bem, mas travou no final, muito preocupado em associar sua candidatura ao presidente Bolsonaro. Pra crescer e sonhar em ir pro segundo turno, terá que fazer urgentemente um curso intensivo de mídia training e estudar outros temas além da segurança pública.

Amazonino ficou em casa

Amazonino alegou questões de protocolo da saúde pública para não ir ao debate. Foi atacado no início, mas logo esquecido. Não perdeu nada não indo ao debate.

Chico Preto encrencado

Chico Preto (DC) entrou na Justiça para participar do debate, mas ganhou mesmo foi à confirmação de que está com Covid-19 e a notificação de que o Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação de sua candidatura. No pedido, o MPE diz, que Chico Preto está inelegível por oito anos, a contar de 2017. O órgão se refere ao caso do envolvendo o assassinato do sargento José Cláudio da Silva, o ‘Caju’, morto a tiros em 2014 enquanto estava a serviço de Chico Preto. O prefeiturável alega que o MPE age com “viés persecutório”.

Gilberto Vasconcelos ficou no sofá

O candidato Gilberto Vasconcelos (PSTU) não foi convidado para o debate, mas não perdeu nada!


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