Bizarrices do caso Djidja Cardoso serão mostradas no Fantástico

Áudios e vídeos surgem a todo momento nas redes sociais

Entenda como era a seita que drogava os seguidores

Solange Elias
Da redação do ÚNICO

Há três dias, o Amazonas tem se chocado com cada faceta descoberta no caso da morte da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Dilemar Cardoso, a Djidja. São fatos tão bizarros que atraíram a atenção da maior rede de TV do país, a Globo, que vai levar ao no domingo (2), a reportagem de Maurício Ferraz a respeito. O jornalista desembarcou ontem em Manaus.

Enquanto isso, as redes sociais são inundadas de vídeos absurdos com cenas de drogadição explícita, áudios que revelam que a família sabia o que se passava na casa de Dilemar, de sua mãe Cleusimar e seu irmão Ademar, e tentava internar a jovem para desintoxicação, mas não conseguiu.

O que já se sabe

Até a manhã desta sexta-feira (31), muitas informações já haviam sido reveladas tanto pela polícia quanto pelos parentes e amigos nas redes sociais. Veja o que já se sabe:

Prisão dos envolvidos – A mãe de Djidja, Cleusimar Cardoso, e o irmão Ademar Neto foram presos ontem à noite e só começariam a ser ouvidos nesta sexta, depois de passar o efeito das drogas que consumiram antes de serem presos.

Cleusimar Cardoso, no momento da prisão, aparentemente fora de si (Foto: Reprodução vídeo)

A gente do salão Belle Femme, Verônica da Costa Seixas também está presa.

A cabeleireira Claudiele Santos da Silva se entregou e alegou inocência. Disse ser apenas funcionária do salão de beleza.

O maquiador Marlisson Vasconcelos Dantas está foragido. A polícia não conseguiu encontrá-lo.

Estupro – Ademar Neto deu entrevista dizendo que não sabe porque é acusado de estupro e também não sabe porque Djidja morreu. Ele disse que consome apenas Clonazepam para dormir.

Ademar Neto, no momento da prisão, disse que não sabe nada sobre estupros (Foto: Reprodução)

Defesa – A defesa dos dois é exercida pela advogada Lidiane Roque, que anunciou que seus clientes “estão doentes” e vai alegar “incapacidade mental” de ambos.

Crimes apontados pela polícia – No inquérito policial a “organização criminosa” é investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico, perigo para a saúde, falsificação de produtos terapêuticos, aborto sem consentimento, estupro de vulnerável, charlatanismo, curandeirismo, sequestro, cárcere privado e constrangimento ilegal.

Drogas em toda parte

Depois da prisão de Cleusimar Cardoso, a revista na prisão revelou que ela escondeu duas ampolas do medicamento veterinário Ketamina em suas partes íntimas.

Durante sua prisão em casa, Cleusimar e o filho Ademar tentaram fugir com uma mochila repleta de remédios, seringas e outras drogas.

A polícia vasculhou a casa da família e encontrou muitos frascos de remédios, ampolas e seringas para aplicação.

Mochila de fuga de Cleusimar e Ademar continha remédios, seringas e drogas (Foto: Polícia Civil do Amazonas)

Vídeos em abundância – A abundância de vídeos com cenas de surtos por uso de drogas revelam que os supostos rituais eram filmados com frequência, mas não se sabe por qual motivo.

Um dos vídeos mostra a própria Cleusimar rolando no chão, puxando os cabelos e socando o rosto durante uma crise alucinatória provocada pelo remédio.

Outro mostra a esposa de Ademar, Audrey, totalmente drogada sendo socorrida por sua mãe, que está há meses tentando tirar a filha das mãos do marido. A mãe diz que Ademar forçava Audrey a tomar as injeções de Ketamina e outras drogas.

Animais drogados – Informações do jornalista Neuton Corrêa apontam que as drogas eram ministradas até os pets da família – cães e gatos. A deputada estadual Joana Darc foi averiguar o caso de maus tratos.

Duas cobras aparecem em vários vídeos também. Em um deles, Djidja está com uma jiboia ao pescoço e brinca com o animal. Segundo informações não oficiais, as cobras seriam sacrificadas em rituais da seita criada por Cleusimar.

Operação Mandrágora – A investigação da seita ‘Pai, Mãe e Vida’ criada por Cleusimar, começou muito antes da morte de Djidja, segundo a própria polícia. As investigações foram feitas pelo 1º Distrito Integrado de Polícia sob o nome de “Operação Madrágora”.

Além do tráfico de drogas, as investigações revelaram que ao menos duas vítimas foram mantidas em cárcere privado e estupradas, resultando no aborto de uma delas.

O que dizia a seita – As investigações revelaram que a seita induzia os seguidores a acreditar que a administração forçada da droga os levaria “a uma dimensão superior e à salvação”.

Djidja, a mãe Cleusimar e o irmão Ademar seriam os personagens centrais da seita (Foto: Reprodução)

A seita atribuía figuras religiosas aos seus líderes: Ademar era considerado Jesus Cristo, Cleusimar era Maria e Djidja, era Maria Madalena.


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