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A escola que mata

Por: Ademir Ramos

Professor, antropólogo, coordenador do projeto jaraqui, do NCPAM/UFAM vinculado ao Dpto. de Ciências Sociais.

BBB e o Congresso Nacional

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Sem meias palavras, o BBB e os políticos mercantis que participam do Congresso Nacional, dos parlamentos estaduais e municipais aparentam ter o mesmo perfil.

Tod@s buscam se dar bem arrebatando para si os ganhos da política em nome das prerrogativas regimentais divorciados dos interesses populares.

Viver da política ou para política é a equação que nos falta para sustentação da democracia participativa como expressão da livre manifestação popular e da liberdade de imprensa.

Na abertura dos trabalhos do ano político de 2024 na segunda-feira (6), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), usou o discurso para mandar recado direto ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cobrando repasse imediato das Emendas Parlamentares, o tão famoso orçamento secreto que beneficiava diretamente os espertalhões da política.

A boa política, diz o Lira, “apoia-se nos acordos firmados e no compromisso à palavra empenhada. E esse exemplo de boa política e honradez com os compromissos assumidos dados por esta Casa que marcou o ano de 2023 e permitiu que tantos avanços também será a tônica de 2024, olha o papo do Cara.

No BBB, o papo é outro, com menos liturgia. Os escolhidos não sabem e não conhecem a regra, mas estão disposto a jogar, bem diferente do Parlamento, principalmente, em se tratando da Câmara Federal, onde o eleito é na verdade uma grande fonte de renda para os Fundos Partidários.

No Reality show o jogo é aberto movido por interesses privados que municiam as premiações e os custos empresariais transformando os atores em cena em verdadeiras marionetes, devendo se comportar de acordo com os interesses da maioria pautados no politicamente correto, na moral dominante e nos bons costumes.

O diferencial é que no BBB “a boa política” se faz com transparência e participação efetiva no formato de cidadania digital botando fora do jogo os que desagradam ou afrontam a vontade geral. No Parlamento por enquanto deve-se aguardar as próximas eleições para cuspir fora o político falastrão e corrupto.

Contudo, aprendemos que tanto no Parlamento como no BBB ou qualquer outra instância de decisão a participação deva ser obrigatória enquanto exercício da cidadania fazendo ver e crer que a Política sem povo é mais uma trapaça corrupta do que a honradez do compromisso com o bem comum formatado em políticas púbicas promotora do bem-estar social.


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