Atletas indígenas da etnia Kokama vão disputar nacional feminino de Jiu-Jitsu

As três estão nas categorias infantil, mirim e master

Logística será oferecida pela Fundação Estadual do Índio

As atletas indígenas da etnia Kokama, Ana Izabele, de 11 anos, Ana Isabel, de 8 anos e Kamila Mafra de 32 anos, competirão no Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu (CBJJ), que ocorrerá na cidade de São Paulo, entre os dias 29 de abril a 7 de maio de 2023 com o apoio da Fundação Estadual do Índio.
Isabele disputará na categoria infantil, peso pluma, já Ana Isabel no mirim, e Kamila competirá na categoria master, peso pena. As atletas estão em treinamento desde 2022 com o objetivo de saírem campeãs e fortalecerem a presença indígena no esporte brasileiro.

Trajetória no esporte

As atletas mirins são filhas da lutadora Kamila e desde cedo sempre demonstraram interesse pelo esporte e receberam todo incentivo e apoio dos pais. Além disso, a família possui uma academia na garagem de casa com a finalidade de treinar jovens e crianças do bairro Monte das Oliveiras, que tenham interesse na modalidade. Em 2022, elas ganharam medalha de ouro na categoria Mirim durante a Copa América de Jiu-Jitsu realizada em Manaus. E recentemente, Ana Isabele ganhou o Campeonato Amazon Grand Slam de Jiu-Jítsu na sua categoria.
Para Kamila Mafra, participar desse evento é a realização de um sonho familiar. “Eu e minhas filhas estamos ansiosas para competir. Somos três atletas indígenas bem preparadas para mostrarmos todo nosso potencial e alcançar a vitória nacional, pois estamos nos dedicando e treinando sem parar”, destacou a lutadora Kamila.

Logística

Para o diretor-presidente da Fundação Estadual do Índio (FEI), Sinésio Trovão, essas atividades permitem a valorização dos povos indígenas, interação e reconhecimento na sociedade através da prática esportiva. “Estamos oferecendo todo apoio logístico necessário para que as nossas parentes possam participar desse campeonato e já estamos na torcida para saírem vitoriosas. Elas são exemplos de que nunca podemos desistir de nossos sonhos e são sinônimos de persistência”, comentou Trovão.


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