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6 de julho de 2022
AS MULHERES, DA CASA PARA POLÍTICA

Coluna:

Por: Ademir Ramos

É professor, antropólogo, coordenador do projeto jaraqui, do NCPAM/UFAM vinculado ao Dpto. de Ciências Sociais.

AS MULHERES, DA CASA PARA POLÍTICA

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“Para falar em meu nome tem que lavar a boca”, Carol Braz.

Ademir Ramos


Assim tem sido e assim será, as mulheres arrombam portas e passam a conquistar seus espaços nos partidos políticos para disputar eleições no legislativo e no executivo. Sobretudo, nos partidos programáticos de orientação de esquerda, elas de forma orgânica não se bastam somente pelos termos da lei querem muito mais, lutam pela paridade na definição da lista dos concorrentes focadas nas próximas eleições, pautadas pela questão de gênero.

Na política partidária, a força das mulheres é histórica desde do movimento sufragistas pelo direito de votar e ser votada a iniciar no final do século 19, ganhando força a partir de 1920 com seu apogeu em 1932, cravando no Código Eleitoral o direito de votar. Mas, só com a Constituição de 1934 o direito de ser votada ficou consagrado na Carta Maior e não me venham dizer que foi graças à vontade do então presidente Getúlio Vargas.

No Amazonas, a primeira deputada eleita em 1934, entre os 11 homens escolhidos para o mandato de 1935-1937, foi a “Maezinha”, assim chamada a enfermeira, assistente social, filha de maria, militante da Ação Católica, professora e representante da Confederação Brasileiras pelo Progresso Feminino no Amazonas, Maria de Miranda Leão, aguerrida mulher de combate em favor dos necessitados, dos flagelados dos seringais, das crianças e dos hansenianos.

Na história, os fatos denunciam o quanto as mulheres tem lutado e muito para assegurar seus espaços de poder na política e não é agora que elas vão recuar. Não, ao contrário, no Amazonas as mulheres ganharam forças e pretendem por meio da política transformar a cara do governo Amazonas, disputando igualmente com os homens as cadeiras para Câmara, Assembleia e, principalmente, para o governo do estado, como é caso da defensora pública Carol Braz, pré-candidata do PDT para governo do maior estado da federação e como ela tem dito: “para esses homens, marcado pelo vício da corrupção, falar em meu nome terão que lavar a boa”. Sinal que a mulher, mãe e defensora pública, promete embaralhar o tabuleiro da política nas próximas eleições.


(*) É professor e antropólogos, coordenador do projeto jaraqui e do NCPAM/UFAM [email protected]

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