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O povo que se arrume.

Por: João Melo Farias

João Melo Farias Poeta e indigenista.

As gaivotas pipilam socorro.

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Um fenômeno que anualmente ocorre com a subida das águas no porto de Manaus e demais áreas habitadas por nós humanos é o desprendimento do lixo plástico do barro das beiradas, que ficam de “bubuia” a espera do poder público municipal tomar a decisão em favor do bem comum: autorizar uma velha barcaça a recolher tal lixo da frente de Manaus.

O cidadão comum, esse que descarta jogando no rio ou nas ruas suas garrafas pets, latas de cervejas, canudinhos, pitucas, copos plásticos, invólucros de dindins e picolés e etc., esse cidadão precisa saber, ser necessariamente conscientizado que esse lixo não se decompõe na água ou no chão, ele (o lixo) tem uma vida muito longa para sua decomposição, além de enfeiar a frente de Manaus, Tarumã e Educandos ele pode entrar (as partes pequenas) nas narinas dos peixes levando-os a agonia e a morte.

O homem moderno dorme sobre dejetos é uma verdade? Creio que não, pois quem descarta o seu lixo irresponsavelmente não é moderno, é um medieval.

Manaus vive sob ameaças e intempéries: secas, calor, cheias, alagações, estiagem, fim da Zona Franca e lixo, muito lixo.

As gaivotas no porto de Manaus pipilam esvoaçantes clamando mudança comportamental da gente: elas, as aves, vivem melhor (sem lixo) nós também.

João Melo Farias
Ixé Tupinambarana


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