Arthur critica Bolsonaro por se negar a comprar de 46 milhões de doses de vacina contra o coronavírus

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, criticou o presidente da República, Jair Bolsonaro, por sua recente declaração, de que mandou cancelar o protocolo de intenções firmado pelo Ministério da Saúde, para a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, da farmacêutica chinesa Sinovac Biotech, em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo.

É preciso deixar a política de lado. Não importa se a vacina é da China ou do Doria, o importante é que seja uma vacina que imunize quem está em risco e que evite a perda de vidas. Já perdemos vidas demais para ficar nesse nhe-nhe-nhem, disse Arthur

Arthur Neto disse que a Prefeitura de Manaus tem interesse e responsabilidade para adquirir as vacinas contra o coronavírus

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, criticou o presidente da República, Jair Bolsonaro, por sua recente declaração, de que mandou cancelar o protocolo de intenções firmado pelo Ministério da Saúde, para a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, da farmacêutica chinesa Sinovac Biotech, em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo.
“Já perdemos vidas demais para ficar nesse nhe-nhe-nhem e poderíamos ter perdido menos vidas se o presidente tivesse, desde o começo, tomado uma atitude de liderança nesse processo”, afirmou Arthur Neto.
O prefeito disse que Manaus está disposta a adquirir a CoronaVac e que irá entrar em contato com o governador de São Paulo, para ver como essa aquisição pode ser viabilizada.
“Manaus está disposta a comprar e vou entrar em contato com o governador Doria para que, se for possível, nos venda uma parte ou que nos facilite os canais para nosso acesso”, afirmou Arthur, que já havia manifestado, na semana passada, o interesse pela compra da CoronaVac.
A declaração do prefeito de Manaus foi uma reação à fala de Bolsonaro, contrariando o anúncio do protocolo de intenções, que havia sido feito na última terça-feira, 20, pelo Ministério da Saúde, após reunião entre o ministro Eduardo Pazuello e governadores, incluindo o de São Paulo, João Doria (PSDB). “Não acredito que a China, com a influência que tem sobre o mundo, iria colocar, irresponsavelmente, no mercado internacional, uma vacina que fizesse mal”, afirmou.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *