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5 de julho de 2022
AOS JOVENS DESALENTADOS

Coluna:

Por: Ademir Ramos

É professor, antropólogo, coordenador do projeto jaraqui, do NCPAM/UFAM vinculado ao Dpto. de Ciências Sociais.

AOS JOVENS DESALENTADOS

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O fato é medonho beirando o descrédito e a total perda de confiança nas instituições políticas e sociais.

Ademir Ramos

Sou professor há mais de 30 anos, pai e avô, por esta razão sinto-me totalmente comprometido com o presente e futuro dessa galera jovem, estimado pelo IBGE em 50 milhões de pessoas, aproximadamente, a sonhar e viver em busca da realização do seu projeto, que necessariamente passa pela educação, trabalho e cultura marcado pela competência e habilidade focado no bem-estar dessa geração e por consequência aos seus familiares.

Por dever de ofício e por comprometimento social participamos das discussões e debates, não só na sala de aula, como também nas comunidades e partidos políticos quanto às oportunidades dos jovens no engajamento social para conquistar espaços de poder visando à efetivação de políticas públicas que assegurem e garantam condições materiais para o desenvolvimento dessa galera afoita e determinada a participar de projetos, programas e ações que valorizem suas aptidões e talentos correspondendo aos apelos de milhares de jovens que esperam por uma oportunidade de trabalho, emprego e renda para se firmar como sujeito e protagonista de suas ações.

O desalento desses jovens é medonho beirando o descrédito e a total perda de confiança nas instituições políticas e sociais. Aqueles que ainda acreditam nas ações governamentais estão cada vez mais distantes, buscando vias enviesados para garantir sua sobrevivência porque perderam a fé na política, nos governos e no próprio Estado.

Dessa feita, com a omissão do Estado e a irresponsabilidade dos seus governantes em atenção às crianças e jovens do Brasil, em particular, a galera do nosso Amazonas, o quadro identifica-se com um cenário de guerra social em forma de levante capitaneada por milicias armadas paralela ao Estado.

De imediato é necessário que o Estado e seus governantes assumam compromisso com a juventude e seus familiares trabalhadores e promovam políticas sociais descentralizadas e articuladas com projeto educacionais, celebrando protocolos com empresas privadas que ofereçam oportunidade de trabalho a esta galera, antes que esses jovens sejam cooptados para o crime e o desalento se transforme em vingança.

De qualquer modo, os Partidos Políticos programáticos também tem o dever de pautar entre suas propostas referentes à questão social – o “grito da galera” – dessa juventude desalentada que não aceita mais ser tratada como invisível no conjunto da sociedade e embora ainda vacilante busque uma plataforma política de apoio para fazer valer os seus direitos fundamentais em alinhamento à justiça social, dando voz e vez a esses milhares de jovens rebeldes politicamente ungidos da esperança, da prosperidade e do bem-estar social.

(*) É professor, antropólogo, coordenador do projeto jaraqui e do NCPAM/UFAM Email: [email protected]

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