Anderson Torres depõe na Polícia Federal mas não fala nada

Ex-secretário de Segurança do DF é acusado de ser conivente com a tentativa de golpe no país em 8 de janeiro

Canal criado pelo Ministério da Justiça já tem 95 mil denúncias sobre envolvidos no vandalismo

Valéria Costa
Correspondente

Brasília (ÚNICO) – O ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Anderson Torres usou seu direito de permanecer calado e não falou uma palavra durante uma hora e vinte minutos – tempo que demorou seu depoimento à Polícia Federal, na manhã desta quarta-feira (18), em Brasília, onde está preso há quatro dias.
Torres é acusado de ser conivente com a tentativa de golpe praticada por radicais bolsonaristas em 8 de janeiro e está preso por ordem do ministro Alexandre de Moraes, decisão referendada pela maioria do Supremo Tribunal Federal (STF).
A PF queria explicações sobre o porquê de as forças de segurança do Distrito Federal não funcionarem para conter em tempo hábil a invasão e o vandalismo na sede dos Três Poderes e também sobre o rascunho de minuta que foi encontrada em sua residência, de um decreto elaborado para o então presidente Bolsonaro decretar estado de defesa no país e anular o resultado da eleição presidencial, em que deu vitória a Luiz Inácio Lula da Silva.

Investigações

Desde 8 de janeiro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública já recebeu 95 mil denúncias no canal criado exclusivamente para isso, referentes a participantes do ato golpista. A informação é do ministério. Informações relacionadas ao vandalismo e a pessoas que defendem golpe de estado e incitam atos antidemocráticos podem ser enviados para [email protected].


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