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Parintins: identidade de uma Cidade Criativa

Por: Michele Lins Aracaty e Silva

Economista, Doutora em Desenvolvimento Regional, Docente do Departamento de Economia da UFAM, ex-vice-presidente do CORECON-AM.

Amor e Economia: o impacto econômico do Dia dos Namorados

Casal

As datas comemorativas foram criadas para estimular o consumidor a comprar, sendo relevantes para fortalecer os valores da sociedade bem como o comportamento do consumidor.
Os eventos comemorativos contribuem para elevar a temperatura da economia uma vez que promovem o aumento da produção, aquecem as vendas favorecendo a geração de emprego e renda.
O Dia dos Namorados é a terceira data mais importante do comércio varejista ficando atrás do Natal e do Dia das Mães. A celebração vem ao longo do tempo superando o Dia das Crianças e o Dia dos Pais consolidando-se como promessa de vendas promovendo uma relevante movimentação em centros de compras.
De acordo com estimativas da Associação Brasileira de Shopping Centers – Abrasce as vendas nos Shoppings Centers na semana do Dia dos Namorados devem ser 4,2% maiores do que na mesma época do ano passado, movimentando em torno de R$ 4,4 bilhões.
Em Manaus, para 2024, o setor varejista projeta um volume de 63 milhões de reais em circulação correspondendo a uma alta de 2,1% nas vendas em relação ao ano anterior com um ticket médio de R$ 150,00 (CDL, Manaus). 
Em relação às compras através do comércio eletrônico temos a previsão de aumento exponencial em todos os setores que devem permanecer aquecidos ao longo de todo o mês de junho visando a troca de presentes.
Na difícil tarefa de escolher o presente ideal para agradar a pessoa amada, itens como: roupas, calçados e acessórios são os mais procurados, mas artigos de perfumaria, viagens, flores, jóias, tecnologia e eletroeletrônicos também fazem parte da lista.
A data em si aquece a economia desde as primeiras horas do dia, com cestas de café da manhã, almoço, jantares, uma sessão de cinema, bares, motéis, boates ou passeio ao Shopping.
Apesar do otimismo, fatores como endividamento elevado e a inadimplência podem frustrar as expectativas de vendas, mas acreditamos que o amor superará todos estes obstáculos.
Assim, o Dia dos Namorados já se consolidou como uma superdata que agita o varejo, aquece a economia, alavanca o crescimento e que faz muita gente feliz.

MICHELE LINS ARACATY E SILVA, Economista, Doutora em Desenvolvimento Regional, Docente do Departamento de Economia da UFAM, ex-vice-presidente do CORECON-AM.


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