Luiza Simonett
Como ter filhos sem sermos pais? Qual a raiz dos ataques nas escolas

Por: Luiza Simonetti

Advogada, vice-presidente da Comissão Nacional de Direitos das Crianças e Adolescentes do Conselho Federal da OAB, Conselheira na Seccional da OAB AM, presidente da Comissão de Direito de Família e Adoção da OAB-AM, Vice Presidente da Comissão Nacional de Adoção do IBDFAM

Amor de uma família

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Acompanho uma adolescente do acolhimento institucional que já teve duas tentativas de adoção frustradas, em razão de dificuldades emocionais. Nunca havia sido diagnosticada, mas eu sabia que poderíamos fazer mais por ela.


Assim, com a ajuda de vários profissionais voluntários, e outras pessoas que resolveram nos apoiar, hoje podemos dizer que conseguimos enxergar “a luz no fim do tunel”! Sim, são muitos remédios, terapias, mas a chance dessa menina dar a volta por cima em tudo que passou até aqui, de fato existe! Com ajuda, ela vai progredir na escola, vai amadurecer, vai ter relações e vínculos duradouros com pessoas que poderão ser sua rede de apoio na maior idade e tudo isso a partir do diagnóstico!


Tanto a vulnerabilidade quanto a institucionalização deixam marcas no desenvolvimento das crianças, no emocional, na auto estima; o diagnóstico é a parede de contenção que a gente reforça com a medicação e a cura é o AMOR DE UMA FAMÍLIA !


Os abrigos não tem condições de suportar os custos desses diagnósticos e dos medicamentos!
Assim, vc que é médico, psicólogo, fonoaldiólogo, fisioterapeuta, pedagogo e possa doar o seu tempo para as instituições de acolhimento, faça! O futuro dessas crianças depende de vocês!

Neste artigo a advogada familiarista, Luiza Simonetti, compartilha a experiência do seu dia a dia no atendimento legal e incentivo às adoções e convida profissionais de outras áreas a colaborarem para modificar a dolorosa realidade de crianças e adolescentes institucionalizados abalados psicologicamente


Qual sua Opinião?

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